Estudo revela risco de sangue artificial

"As transfusões de sangue artificial provocaram 30% mais óbitos que as transfusões de sangue natural, revela um estudo publicado nesta segunda-feira na edição on-line da revista da Associação Médica Americana (Jama, sigla em inglês).Os pesquisadores analisaram os resultados de 16 testes clínicos sobre cinco produtos diferentes, aplicados em 3.711 pacientes.Os resultados apontam 164 mortes entre pacientes tratados com sangue artificial, contra 123 óbitos entre os que receberam transfusões de sangue natural.As hemoglobinas artificiais aumentaram em 30% o risco de óbito, com 59 crises cardíacas fatais, contra 16 entre o grupo de controle, destacam os autores.Estes testes clínicos suscitam perguntas sobre a inocuidade destes produtos e não demonstram benefícios clínicos conclusivos, destaca o doutor Charles Natanson, dos Institutos Nacionais americanos de Saúde (NIH, sigla em inglês), principal autor do trabalho.Segundo o médico, a agência americana para os medicamentos (FDA) poderia ter evitado grande parte destas mortes detendo os testes clínicos há 8 anos, realizando uma análise da mortalidade acumulada e evidenciando assim o elevado risco apresentado por distintos sangues artificiais."

Cientistas testam ímanes contra o Cancro

"Num estudo publicado na revista científica “Gene Therapy”, investigadores da Grã-Bretanha afirmam ter descoberto uma forma de tratar tumores malignos usando pequenos ímanes. A actual técnica de terapia genética insere genes dentro das células cancerosas, com o objectivo de aniquilar os tumores. A terapia genética é usada como alternativa aos tratamentos convencionais, como Radioterapia. No entanto, um dos principais problemas desta técnica é conseguir inserir o gene anti-cancro nos tumores. Para contornar o problema, os cientistas britânicos das universidades de Sheffield, Keele e Nottingham retiraram glóbulos brancos de ratinhos cancerosos e encheram-nos com micro-ímanes. Os glóbulos brancos foram injectados novamente nos roedores. Um íman maior foi usado para atrair os glóbulos magnetizados para a região do tumor. "Tudo que temos que fazer é passar os íman – o tipo de íman que as crianças usam na escola – no lado de fora do tumor. Isso cria um campo magnético à volta e através do tumor, e é suficiente para puxar esses glóbulos brancos magnetizados para a massa do tumor", explicou à BBC, a líder da investigação Claire Lewis, da Universidade de Sheffield. Lewis acredita que a técnica força os genes anti-cancro a entrarem mais profundamente no tumor, aumentando as hipóteses de sucesso nos tratamentos. Como a técnica envolve a utilização de glóbulos brancos dos próprios pacientes, a investigadora acredita que os riscos de uma reacção adversa do sistema imunitário do corpo são reduzidos."

Cientistas inibem proteína humana e descobrem novo alvo para o bloqueio do HIV

"Um grupo de investigadores do Instituto Nacional de Investigação em Genética Humana norte-americano (NHGRI -NIH) descobriu uma nova via de ataque ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) que pode concretizar-se numa solução para os casos de resistência aos fármacos. De acordo com o estudo publicado hoje na edição online da revista científica "Proceedings of the National Academy of Scientes", os cientistas conseguiram bloquear a infecção por HIV em laboratório através da desactivação de uma proteína humana expressa nas células chave do sistema imunitário. A maioria dos medicamentos utilizados no combate ao HIV, o retrovírus que provoca a Sindrome de Imunodeficiência adquirida (SIDA), dirigia-se às proteínas do vírus. No entanto, como o HIV tem um índice elevado de mutação genética, estas proteínas alvo em constante mudança levam a uma emergência sistemática de novas estirpes resistentes a fármacos.
Até aqui, os médicos tentavam..." ver mais

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Sangue da menstruação pode reparar problemas cardíacos

"TÓQUIO (AFP) — O incômodo que para muitas mulheres representa o ciclo menstrual pode ser compensado no futuro pelo poder de cura de seu sangue, aplicável a corações debilitados, segundo pesquisadores japoneses.
Os cientistas estudaram o sangue da menstruação de nove mulheres e se concentraram em um tipo de célula que atua de maneira similar às células-tronco.
Aproximadamente 20% das células menstruais começaram a pulsar espontaneamente três dias depois de serem introduzidos in vitro em células de coração de ratos.
As primeiras formaram posteriormente uma espécie de capa própria do tecido muscular do coração.
A proporção de sucesso é 100 vezes maior que a obtida com células-tronco extraídas da medula humana (entre 0,2% e 0,3%), segundo Shunichiro Miyoshi, cardiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Keio, e um dos autores da pesquisa.
As experiências posteriores revelaram que o estado dos ratos que sofreram ataques cardíacos melhorava após receber células procedentes do ciclo menstrual.
Miyoshi afirmou que as mulheres podem utilizar o próprio sangue da menstruação.
"É possível desenvolver um sistema no futuro próximo..."
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Células induzidas curam lesões cardíacas em animais

"Investigadores norte-americanos utilizaram pela primeira vez células embrionárias induzidas para reparar lesões cardíacas em ratos, revelou um estudo divulgado hoje pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Os cientistas do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, nos Estados Unidos de América (EUA), destacam no relatório que os resultados obtidos podem levar à criação de sistemas para curar lesões provocadas por um ataque cardíaco ou alguma outra doença. "O potencial clínico é enorme", afirmou Jay Schneider, professor auxiliar de Medicina Interna e autor do estudo. O investigador lembrou que, apesar dos progressos no tratamento e prevenção dos ataques cardíacos, o coração não pode reparar-se por si próprio depois..." ver mais

Cientistas americanos desenvolvem droga que combate efeitos nocivos da radiação

"Investigadores norte-americanos estão a desenvolver uma droga capaz de proteger macacos e ratinhos contra os efeitos negativos da radiação. A droga pode vir a ser utilizada durante o tratamento do cancro e no caso de alguém ser exposto a uma fonte de radiação, segundo o estudo, publicado na edição de hoje da revista "Science".Andrei Gudkov, um dos autores do estudo, explica que o grupo tentou “bloquear as intenções de suicídio das células” depois de receberem uma dose de radiação. Segundo o investigador, que pertence ao Instituto Roswell Park Cancer na cidade de Bufalo, no estado de Nova Iorque, a radiação despoleta uma morte programada das células a que se dá o nome de apoptose. Esta programação impede as células de se tornarem cancerígenas mas compromete a função dos vários tecidos.O composto, chamado CBLB502..." ver mais

Proteína da Hepatite C pode prevenir infecção por HIV

"Uma equipa do Scripps Research Institute, nos Estados Unidos, descobriu que uma proteína do vírus da Hepatite C, o peptídeo C5A, é capaz de prevenir a infecção pelo vírus HIV. O estudo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A equipa, liderada por Philippe Gallay, descobriu que o peptídeo C5A é capaz de impedir a entrada do vírus da Sida nas células de defesa do organismo e que não as danifica. Este peptídeo também evita que o HIV alcance as células da zona genital, impedindo o contágio por via sexual. No artigo, os cientistas reforçaram o facto de a base de funcionamento do C5A ser diferente de todos os fármacos à base de proteínas desenvolvidos até ao momento para a prevenção da Sida."

Sangue de crocodilo pode ajudar a criar antibióticos mais poderosos

"Proteínas encontradas no sangue de crocodilos podem ajudar na criação de antibióticos para lutar contra infecções associadas a úlceras diabéticas, queimaduras graves e super-bactérias resistentes aos fármacos tradicionais. As descobertas foram anunciadas no encontro nacional da American Chemical Society, realizada esta semana em Nova Orleães. A equipa de investigadores da McNeese State University na Louisiana, liderada por Mark Merchant, recolheu amostras de sangue de crocodilos americanos depois de injectar uma substância para estimular o sistema imunitário dos animais. Depois, isolaram os leucócitos (células brancas do sangue) que combatiam infecção e retiraram as proteínas. Em testes laboratoriais, pequenas quantidades da proteína extraída dos animais conseguiram aniquilar uma grande variedade de bactérias, incluindo as Infecções por Staphylococcus aureus Resistentes à Meticilina (MRSA). Os investigadores agora querem descobrir qual a exacta estrutura química das proteínas do sangue do crocodilo, de modo a que se desenvolvam novos antibióticos. Os cientistas também estudam a possibilidade de usar as proteínas para desenvolver tratamentos contra o HIV, dado que, em laboratório, os leucócitos conseguiram destruir o vírus.

Investigação: Projecto de regenerão de neurónios na medula espinhal recebe prémio da Gulbenkian

"O projecto em causa é liderado por Filipe Monteiro, investigador do Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Em comunicado, a FMUP acrescenta que este projecto de investigação "pretende descobrir novas informações sobre o circuito da dor".
Adianta ainda que a investigação poderá "abrir portas para a cura de lesões da medula espinhal que são, actualmente, irreversíveis".
"Caso se obtenham os resultados esperados, a Faculdade de Medicina pode gerar conhecimentos que permitam desenvolver analgésicos e avaliar a possibilidade de regenerar neurónios da medula espinhal", acrescenta.
O trabalho consistirá na identificação de genes ..."
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