Marta inicia primeira fase do transplante

Marta, a menina de cinco anos a quem foi detectada uma Leucemia Mioloblástica Aguda – uma das piores formas deste tipo de cancro – deverá ser submetida ao transplante de medula óssea "a partir do dia 26," de acordo com a sua tia Maria João Dray. O dador português, um jovem nascido na década de 80, foi considerado apto, pelo que a menina irá ser internada dia 19, para a primeira fase da operação.

Internada no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, a menina de Carcavelos irá receber um cateter venoso, através do qual, numa segunda fase, será feita a transfusão de células-mãe da medula óssea do doador (transplante). Pelo cateter receberá também quimioterapia, transfusões, antibióticos e medicamentos.

Nesta primeira fase anterior ao transplante, o organismo de Marta será preparado para receber as células sadias da medula óssea (transplante). Este é um processo realizado com elevadas doses de quimioterapia cujo objectivo é destruir as células imunes para que o paciente possa receber a nova medula óssea.

A segunda fase tem início com o transplante, que se realiza como se fosse uma transfusão de sangue através do cateter. As células do sangue do dador são levadas pela corrente sanguínea até à medula óssea, onde, lentamente, iniciam o processo de produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas.

Na fase pós-transplante, Marta irá receber medicamentos que estimulem a produção dos glóbulos brancos, importantes para defesa contra as infecções.

RITMO DE NOVOS DADORES NÃO ABRANDOU

A onda de solidariedade criada em torno da necessidade de Marta precisar de um dador de medula óssea não terminou, apesar de já serem conhecidos os potenciais dadores há cerca de um mês. Helder Trindade, director do Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE), explicou ao CM que o banco "conta com cerca de 175 mil dadores". O mesmo responsável acredita que, até final do ano, o banco poderá atingir os duzentos mil dadores, embora, no próximo mês, com as férias, possa haver um abrandamento das inscrições.

DADOR ESCOLHIDO APÓS CAMPANHA

O jovem com menos de 30 anos, que foi escolhido para doar as células progenitoras de medula óssea para a pequena Marta, inscreveu--se no banco nacional depois de ter início a campanha levada a cabo pelos familiares e amigos de Marta e que levou milhares a inscreverem--se, numa acção sem precedentes. A sua inscrição ocorreu depois dos médicos se terem decidido em Abril pelo transplante. O facto de ser compatível só viria a ser conhecido em Junho, depois de realizado um conjunto de testes para determinar o seu perfil genético.

Três outros dadores, de nacionalidades espanhola, norte-americana e britânica, foram seleccionados do banco de dadores mundial que reúne, cerca de 14 milhões de pessoas. Por questões de logística, uma vez encontrado um português, a equipa médica liderada por Manuel Abecassis optou por esta escolha. A identidade do dador não é revelada uma vez que a lei proíbe a troca de dados entre dador e receptor.

SAIBA MAIS

UM ANO PARA RECUPERAR

Terminada a operação, segue-se um período de recuperação que demorará um ano.

2 meninas são irmãs de Marta, mas nenhuma delas é compatível, bem como os familiares.

1200

pessoas ofereceram-se como dadores de medula óssea, no Colégio Botãozinho, em Carcavelos, frequentado pela Marta.

MENINA GANHA PESO

Nos últimos dias a Marta ganhou o peso que tinha perdido devido a uma infecção no sangue. Está mais alegre.

Fonte: Correio da Manhã

Boletins Clínicos - Alergias

As Alergias resultam da reactividade do organismo determinada pela introdução de um antigénio, contra o qual o organismo foi anteriormente sensibilizado (alergénio). O fenómeno biológico em que se baseia a alergia é a hipersensibilidade adquirida, mediante um primeiro contacto com o alergénio; quando o organismo entra de novo em contacto com a mesma substância ocorrem manifestações patológicas. Entre os alergénios que em patologia humana causam mais frequentemente alergias, recordemos as substâncias vegetais (pólen das flores, farinhas de cereais, pó dos tecidos), os produtos epidérmicos (descamação proveniente de animais domésticos, pêlo de animais) desencadeantes de rinites ou de asma, e as substâncias alimentares (em especial o peixe, carne de porco, ovos, leite, fruta – morangos e pêssegos, por exemplo – e hortaliças, como os espinafres), que provocam, em regra, manifestações cutâneas (urticárias e eczemas) e gastrintestinais).

Outro grupo de alergénios tem origem bacteriana ou parasitária; é o caso da hipersensibilidade adquirida no decurso de doenças infecciosas, tais como a tuberculose, a febre-de-malta, os quistos de equinococos e as helmintíases, demonstradas pelas manifestações alérgicas que se desencadeiam quando o organismo entra em contacto com substâncias provenientes de tais agentes.

A alergia é, portanto, uma situação que se cria quando no organismo entram em contacto um antigénio e um anti-corpo por ele formado em contactos anteriores. O antigénio, embora com excepções, é habitualmente uma substância proteica estranha ao organismo em questão. Como se sabe, as substâncias proteicas são o elemento constituinte fundamental de todos os órgãos e tecidos do organismo. As afecções alérgicas mais importantes são a asma brônquica, a rinite vasomotora (constipação-do-feno), alguns síndromas gastrintestinais e muitas dermatoses como a urticária, o eczema e outras doenças.

Quando os anti-corpos se encontram livres no sangue, o contacto antigénio-anticorpo provoca manifestações alérgicas generalizadas (principalmente urticária); quando estão ligados a um orgão, há manifestações de alergia de órgãos ou de tecidos (a asma brônquica é o exemplo mais típico); em alguns casos, não desencadeiam manifestações relacionadas com um sistema de tecidos (como a urticária), mas antes pelo contrário, manifestações generalizadas sobretudo no sistema vascular: é o caso da anafilaxia, ou choque anafilático, caracterizada por choque ou colapso circulatório (queda da pressão arterial, palidez, dispneia, pulso acelerado, suores frios, etc...) que pode levar à morte.

No que respeita aos mecanismos íntimos, admite-se hoje que todos os fenómenos alérgicos estão relacionados com a libertação de histamina, a qual, entre outros efeitos, provoca vasodilatação e filtração da porção líquida do sangue (o plasma), para os tecidos, através da parede dos capilares. Estes fenómenos que se manifestam localmente no caso da urticária, originando a clássica pápula, verificam-se a nível geral na anafilaxia, provocando uma vasodilatação geral e, portanto, o choque.

O tratamento consiste no afastamento do alergénio sempre que este tenha sido identificado (para isso servem as substâncias alergodiagnósticas, preparações que contêm os os vários alergénios para individualizar, através da reacção cutânea por eles provocada, o alergénio que provocou a sensibilização), na dessensibilização específica com injecções de doses crescentes de alergénio, na dessensibilização inespecífica, ministração de sais de cálcio e de magnésio e no uso de anti-histamínicos (adrenalina ou os seus derivados).

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Boletins Clínicos - Asma

Asma

A asma é o termo utilizado para indicar qualquer forma de dispneia, isto é, de respiração difícil.
Existem vários tipos de asma:

Asma brônquica


Síndroma de hiper-reactividade brônquica a substâncias heterogéneas e a outros estímulos em indivíduos com predisposição constitucional; é clinicamente caracterizada por crises de dispneia paroxística predominantemente expiratória, mas por vezes também continua.


Além do factor constitucional, de que faz parte um comportamento neurovegetativo lábil, o indivíduo asmático tem uma sensibilidade hereditária em relação a esta doença e outras formas alérgicas – na realidade, em cerca de 50% dos casos é possível encontrar na história familiar episódios de asma, febre-dos-fenos e eczema. Também contribuem para o seu aparecimento profissões que expõem à inalação de pó e vapores irritantes da mucosa brônquica e doenças crónicas do aparelho respiratório.


A incidência da asma brônquica, apesar de apresentar variações sensíveis em relação aos diferentes países, ao tipo de trabalho e à idade individual, atinge percentagens que variam de 0,5 a 1 % da população.


Podem fazer-se numerosas classificações deste síndroma: é necessário, primeiro que tudo, distinguir a forma de asma secundária, que se instaura em consequência de outros fenómenos mórbidos como as bronquites crónicas, as cardiopatias, os tumores pulmonares, e a forma de asma primária, que por seu turno pode ter origem alérgica, infecciosa, psicogénica ou indeterminada.


Um outro tipo de classificação consiste em distinguir na asma uma forma intrínseca, em que os alergénios externos não são conhecidos e os testes de sensibilidade cutânea são negativos, começando na idade adulta ou senil, de modo mais ou menos contínuo, e uma forma extrínseca, em que se conhecem os alergénios externos e, portanto, os testes cutâneos são positivos, começando na juventude, surgindo por acessos e apresentando frequentemente uma alergia familiar de alergias múltiplas.


Clinicamente, essa afecção pode ser dividida em vários graus segundo a gravidade: desde uma forma assintomática de pequena intensidade, com provas da função respiratória normais, até formas muito graves de um verdadeiro e característico estado de mal asmático, com sintomatologia dispneica muito marcada, actividade física reduzida e graves alterações da função respiratória.


A doença manifesta-se com os característicos acessos asmáticos, que podem ser muito intervalados ou repetir-se várias vezes no mesmo dia. Devem-se à acção simultânea de três componentes: espasmo da musculatura lisa da árvore brônquica, edema da mucosa e hipersecreção das glândulas brônquicas. Estes três componentes combinam-se diferentemente nos diversos indivíduos, e até no mesmo indivíduo, originando numerosas variantes clínicas (isto explica porque alguns tratamentos são úteis a alguns indivíduos e pouco eficazes noutros).


O acesso asmático, que representa a manifestação clínica da asma brônquica, é desencadeado pela libertação da histamina e de substâncias semelhantes (acetilcolina, hidroxitriptamina), por reacção antigénio-anticorpo na mucosa brônquica. Revela-se por três sintomas constantes, sempre presentes em todos os ataques, independentemente da sua causa, da sua duração e da sua gravidade: dispneia, tosse e expectoração.


A dispneia é de tipo predominantemente expiratório, isto é, o doente tem mais dificuldade em expirar do que em inspirar o ar, porque a força exercida pelos músculos que actuam na inspiração é maior que a dos músculos expiratórios, os quais, por isso, só com dificuldade conseguem expelir o ar dos pulmões. O doente tem uma sensação de sufocação e necessidade de ar, está pálido, agitado, coberto de suores frios, os músculos do pescoço tornam-se tensos no esforço respiratório, a expiração é prolongada e sibilante. Simultaneamente, aparece a tosse, que, no entanto, pode ser por vezes o sinal do fim da crise asmática: no início é uma tosse seca e forte, depois torna-se produtiva, ou seja, acompanhada de expectoração viscosa e esbranquiçada. A pressão arterial está normal ou às vezes ligeiramente diminuída, aumenta a frequência das pulsações cardíacas, a temperatura pode subir ligeiramente. O acesso asmático pode ter duração variável e em regra termina lentamente com a diminuição progressiva da sintomatologia. Além deste quadro clínico da asma paroxística, existe a forma de asma crónica ou contínua: apesar de ser uma forma mais atenuada, acompanha-se frequentemente de infecções brônquicas crónicas. O quadro clínico do estado de mal asmático é mais grave; nele, as crises, todas de grande intensidade, seguem-se umas às outras com um pequeno intervalo, e é escasso o benefício com os tratamentos vulgares.


Tratamento


O tratamento do ataque asmático é feito no sentido de suprimir a contracção espástica das paredes dos brônquios e bronquíolos e baseia-se fundamentalmente na ministração de de fármacos simpaticomiméticos, que têm uma rápida acção broncodilatadora, como a aminofilina (por via endovenosa), a adrenalina (por via intramuscular, subcutânea ou aerosol) ou a efedrina (por via oral).


Os anti-histamínicos revelaram-se muto úteis, já que inibem a acção da histamina produzida pela reacção alérgica que dá ao nível da mucosa dos brônquios, directamente responsável pela sintomatologia asmática.


Além disso, sempre que possível, é útil recorrer ao tratamento com oxigénio. Às vezes pode ser aconselhado a utilização de sedativos moderados, mas é sempre necessário evitar os estupefacientes que, tendo acção de inibição sobre os centros bulbares da respiração, podem provocar graves insuficiências respiratórias, até à paragem total da respiração.


O tratamento do mal asmático tem de ser mais intenso e destina-se a restabelecer uma função respiratória eficiente, quer mediante o emprego dos fármacos antes citados, quer associando-os a preparações de cortisona ou ao ACTH que, graças à sua potente reacção antialérgica, consegue dominar na quase totalidade dos casos a grave sintomatologia.


Em todos os casos, seja qual for a causa da asma brônquica e a sua gravidade, é sempre aconselhável, quando possível, o afastamento de ambientes poeirentos, a climatoterapia de mar ou de montanha, acompanhada por uma eficiente ginástica respiratória, e a profilaxia das inflamações da árvore brônquica.

Asma cardíaca


Acesso de dispneia paroxística que aparece nos indivíduos com cardiopatia, devido, em regra, ao aumento súbito da pressão arterial ou à insuficiência aguda do ventrículo esquerdo. Aparece mais frequentemente de noite, quando o doente se encontra em decúbito dorsal, e manifesta-se por grave dificuldade respiratória, sensação de sufocação, estado de forte angústia; com a tosse é eliminada uma expectoração espumosa e rosada que, ao exame microscópico, apresenta as características células cardíacas. Se a crise não se resolver em poucos minutos, pode terminar num grave quadro de edema pulmonar agudo.


Tratamento


O tratamento destas afecções deve ser imediato e, apesar de beneficiar da ministração de morfina e oxigénio, às vezes requer um sangramento para diminuir a massa sanguínea que chega ao coração, cuja função, consequentemente, melhora.

Asma dos fenos


Forma periódica primaveril e estival de asma brônquica, na qual o alergénio que desencadeia o ataque é o pólen das gramíneas. Mais genericamente denominam-se febre-dos-fenos todas as formas asmáticas provocadas por pólens.

Asma tímica


Quadro clínico que se manifesta com crises de dispneia provocadas pela compressão da traqueia e dos vasos sanguíneos do mediastino exageradamente desenvolvidos.

Asma urémica


Respiração dispneica por acessos que pode aparecer no decurso de uremia, devido a grande sofrimento funcional da respiração.

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Boletins Clínicos - Gripe A

Gripe A

Como é que as pessoas podem ser infectadas pela Gripe A (H1N1)?

Os surtos em humanos ocorrem agora através de transmissão entre pessoas. Quando as pessoas infectadas tossem ou espirram, partículas infectadas podem instalar-se nas mãos, cair em superfícies ou dispersam-se no ar. Outras pessoas podem respirar o ar contaminado, ou tocar nas mãos ou nas superfícies contaminadas, e, deste modo, ficar expostas ao vírus. Para evitar a dispersão, as pessoas devem tapar a boca e o nariz quando tossirem, e lavar a as mãos com regularidade.

Quais são os sinais e sintomas de infeção?

Os sinais iniciais da Gripe A(H1N1) são semelhantes aos da gripe normal, tais como febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares e nariz congestionado. Por vezes podem ocorrer vómitos e diarreia.

Até à data, existe alguma confirmação de transmissão da doença entre porcos e humanos?

Não

Porquê tanta preocupação à volta da possibilidade de uma pandemia, quando morrem milhares de pessoas todos os anos devido a epidemias sasonais?

As epidemias sasonais ocorrem todos os anos e a Organização Mundial de Saúde é capaz de tratar com vacinas para as mesmas. Uma pandemia é uma epidemia a nível mundial. É um novo vírus, para o qual as populações não terão imunidade.

Existem pessoas mais em risco do que outras?

Mais estudos são precisos para determinar se determinados estratos (idosos ou pessoas com problemas de saúde, por exemplo) estão mais em riscos do que outros. A organização Mundial de Saúde recomenda que todas as pessoas tomem as precauções necessárias para prevenir a disseminação da infecção.

Há alguma recomendação especial para as grávidas?

Sim, elas são vulneráveis. Como todas as outras pessoas, devem tomar as necessárias precauções.

Prevenção

O que posso fazer para proteger-me do vírus da Gripe A (H1N1)?

A principal fonte de transmissão desta estirpe de gripe parece ser similar à da influenza sazonal, através de partículas expelidas pela fala, tosse ou espirros. Pode prevenir a infecção evitando contacto próprio com pessoas que tenham sintomas próprios da gripe (tente manter uma distância não inferior a um metro, se possível) e tomando as seguintes medidas:

  • evite tocar na sua boca e nariz;
  • lave as mãos cuidadosamente com água e sabão, ou desinfecte-as com um produto à base de álcool, regularmente (especialmente se tocou na boca, nariz ou em superfícies que estão potencialmente contamindas);
  • evite contacto próximo com pessoas que possam estar doentes;
  • reduza, se possível, o tempo passado em multidões;
  • melhore a circulação do ar na sua casa, abrindo as janelas;
  • mantenha hábitos saudáveis: coma comida nuritiva, mantenha-se fisicamente activo, tenha um sono adequado.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o uso de uma máscara?

Se não estiver doente não tem de usar máscara. Se estiver a tratar uma pessoa doente, poderá usar uma máscara quando estiver em contacto próximo com ela. Meta-a no lixo imediatamente depois e lave as suas mãos cuidadosamente.

Como sei se tenho Gripe A?

Não será capaz de diferenciar entre a gripe sazonal e a Gripe A sem ajuda médica. Apenas o seu médico e as autoridades de saúde poderão confirmar os casos de Gripe A.

O que devo fazer se pensar que tenho a doença?

  • fique em casa e mantenha-se afastado da escola, do trabalho, de multidões;
  • descanse e beba muitos líquidos;
  • tape a sua boca e nriz quando tossir e espirrar e, se utilizar lenços, meta-os no lixo cuidadosamente. Lave as mãos imediatamente depois, com água e sabão, ou desinfecte-as com um produto à base de álcool;
  • se não tiver um lenço à mão quando tossir ou espirrar, tape o melhor possível a sua boca com as costas do braço;
  • utilize uma máscara para ajudá-lo a conter a difusão de partículas quando estiver perto de outras pessoas, mas certifique-se que o faz correctamente;
  • informe a família e os amigos sobre a sua doença e tente evitar contacto com outras pessoas;
  • se possível, contacte um profissional de saúde antes de viajar para um hospital ou centro de saúde, de modo a assegurar-se que é necessário um exame médico.

O que devo fazer se precisar de cuidados médicos?

  • Se possível, contacte as autoridades de saúde antes de se deslocar para um hospital ou centro de saúde, e descreva os seus sintomas. Explique porque é que pensa que tem Gripe A (H1N1) (por exemplo, se viajou recentemente para um país onde houve um surto). Siga as instruções que lhe forem dadas;
  • se não conseguir entrar em contacto com as autoridades antes da deslocação, diga ao funcionário das suas suspeitas de infecção imediatamente após chegar ao local;
  • tape a sua boca e nariz durante a deslocação.

Deverei ir trabalhar se estiver com gripe mas estiver a sentir-me bem?

Não. Seja Gripe A ou gripe sazonal, deverá ficar em casa durante a duração desses sintomas. Esta é uma medida de precaução para proteger os seus colegas e as outras pessoas.

Viagens

É seguro viajar?

A Organização Mundial de Saúde não está a recomendar restrições nas viagens. Nos dias de hoje, limitar viagens e/ou impôr restrições teria muito pouco efeito em impedir a disseminação do vírus, mas seria extremamente incómodo para a comunidade internacional. O vírus H1N1 já foi confirmado em várias partes do mundo. O ênfase está agora em minimizar o impacto do vírus através da rápida identificação dos casos e em providenciar aos doentes os cuidados médicos apropriados, ao invés de impedir a sua propagação internacionalmente. Além disso, apesar da identificação dos sinais e sintomas do vírus entre viajantes poder ser uma técnica de monitorização efectiva, não é suficiente para reduzir a sua disseminação, uma vez que o H1N1 pode ser transmitido de pessoa para pessoa antes dos sintomas se começarem a desenvolver. Os viajantes podem proteger-se a si e aos outros seguindo as recomendações de viagem, que têm como objectivo a prevenção da difusão deste vírus. Os indivíduos que estão doentes deverão adiar a sua viagem e os viajantes que regressam e adoecem devem procurar os cuidados médicos necessários. Estas recomendações são medidas prudentes que podem limitar a propagação de muitas doenças contagiosas, não são a Gripe A.

Vacinas

Está já disponível alguma vacina para o vírus da Gripe A (H1N1)?

Não, mas já se está a trabalhar para desenvolvê-la. As vacinas contra a gripe geralmente contêm uma forma forma ou enfraquecida do vírus circulante. A vacina prepara o sistema imunitário para se defender contra uma verdadeira infecção. Para que a vacina proteja o melhor possível, o vírus que contém deve corresponder o mais possível à sua forma natural. Uma vez que o H1N1 é novo, não existe qualquer vacina feita com este vírus em particular. Fazer uma nova vacina da gripe poderá levar 5 a 6 meses.

http://www.oportalsaude.com/default.asp?go=gripea

Fonte: Organização Mundial de Saúde (http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/)
Nº de telefone de emergência: Saúde 24 - 808 24 24 24


Uma forma diferente de dar sangue... Descubra e junte-se a nós!

O que é a aférese?

Consiste em colher selectivamente uma pequena percentagem de um componente sanguíneo (plaquetas, glóbulos vermelhos ou plasma), com a ajuda de um aparelho automático – separador celular – sendo os restantes componentes sanguíneos restituídos ao dador, através da mesma punção.

Tipos de aférese:

  • Plaquetaférese - doação de plaquetas – as plaquetas são células sanguíneas que controlam a hemorragia. Destinam-se a doentes com leucemia, linfoma, cancro, doentes sujeitos a cirurgia cardíaca ou transplante de medula óssea. São substituídas 48 horas após a dádiva.
  • Eritraférese - doação de glóbulos vermelhos – os glóbulos vermelhos são células sanguíneas que têm como função transportar o oxigénio. Destinam-se a doentes politraumatizados, submetidos a cirurgias, doentes transplantados, com doenças crónicas como leucemia ou outra forma de cancro.
  • Plasmaférese - doação de plasma – o plasma é o componente líquido que contém as proteínas plasmáticas. É administrado a doentes traumatizados queimados, receptores de transplante de órgãos e doentes com alterações de coagulação.

A aférese é segura?

Sim. É supervisionada durante todo o procedimento por uma equipa atenta e treinada. Todo o material utilizado é esterilizado e eliminado após cada doação, sendo impossível contrair alguma doença.

Quanto tempo demora?

Demora entre 30 a 50 minutos, conforme o tipo de dádiva seleccionada. É mais demorada que a colheita de sangue total, embora com grandes vantagens para os doentes que necessitam de transfusão sanguínea.

Quem pode ser dador por aférese?

  • Todo o indivíduo saudável, dos 18 anos aos 60 anos, que pese mais de 50 Kg;
  • Ter doado, pelo menos, duas vezes sangue total sem qualquer tipo de reacção adversa;
  • Não possuir história pessoal ou familiar de hemorragia e/ou trombose;
  • Não ter ingerido Aspirina ou Anti-Inflamatório Não Esteróide nos últimos cinco dias (impedimento só no caso de plaquetaférese);
  • Não ser multípara (três ou mais filhos).

Onde pode dar sangue por aférese?

Nos Centros Regionais de Sangue (CRS) de Lisboa, Coimbra e Porto do Instituto Português do Sangue.


Veja os contactos dos CRS em: http://www.ipsangue.org/

Saiba como pode doar sangue. Seja herói por uma vida.

Quem pode doar sangue?

Podem doar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e 65 anos. Para uma primeira dádiva o limite de idade é aos 60 anos.

Onde e quando posso doar sangue?

Nos Centros Regionais de Sangue (CRS) de Lisboa, Coimbra e Porto, nos locais onde se efectuam brigadas móveis de colheita de sangue e nos serviços de imunohemoterapia hospitalares, com colheita a dadores.

É necessário levar algum documento?

Sim. O Bilhete de Identidade se for a primeira vez que dá sangue. Caso seja dador regular, deve levar o Cartão Nacional do Dador de Sangue.

A dádiva de sangue é remunerada?

Não, a dádiva de sangue é benévola e não remunerada.

Com que frequência posso doar sangue?

A doação de sangue pode ser feita de quatro em quatro meses pelas mulheres e de três em três meses pelos homens.

Para saber mais, consulte:

Instituto Português do Sangue

Saiba como adquirir o Cartão Nacional do Dador de Sangue.

Quem pode ter o Cartão Nacional do Dador de Sangue (CNDS)?

Todo o cidadão que tenha efectuado pelo menos uma dádiva de sangue.

Como posso obter o CNDS?

Pode solicitar o CNDS no serviço onde dá sangue: Centros Regionais de Sangue de Lisboa, Coimbra e Porto, locais onde se efectuam brigadas móveis e serviços de imunohemoterapia hospitalares.

É necessária alguma documentação?

Possuir número de utente do Serviço Nacional de Saúde.

Tenho de pagar o CNDS?

Não.

Quanto tempo demora?

Aproximadamente dois meses.

Contactos:

Morada: Serviço de Promoção da Dádiva de Sangue
Parque de Saúde de Lisboa
Av. do Brasil, n.º 53 – Pavilhão 17
1749-005 Lisboa
Telefone: 217 921 020
Fax: 217 956 492
E-mail: dadiva@ips.min-saude.pt

Para saber mais, consulte:

Instituto Português do Sangue

Todas as respostas sobre o transplante de medula óssea.

Como posso ser dador de medula óssea?

Se tem entre 18 e 45 anos, boa saúde e gostava de ser dador voluntário de medula, basta que transmita ao CEDACE ou aos Centros de Dadores a sua vontade. Deverá fornecer nome e morada, após o que irá receber um folheto informativo do processo e um pequeno questionário clínico que deverá preencher e devolver. Esse questionário vai ser depois avaliado por um médico. Caso não haja nenhuma contra-indicação, será chamado para fazer os seguintes testes:

  • Tipagem HLA_AB DR
  • Marcadores virais: HbsAg, Anti-HCV, Anti-HIV 1, 2

Estes dados serão guardados numa base informática nacional e internacional e serão usados sempre que um doente nacional ou internacional seja proposto para transplantação de medula óssea.

O que é o CEDACE?

CEDADE é a designação abreviada de Centro Nacional de Dadores de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão. Na prática, trata-se do Registo Nacional de Dadores Voluntários de Células de Medula Óssea, criado em 1995, com o objectivo de responder a doentes que necessitavam de um transplantam mas não tinham dador familiar compatível.

O que é a medula óssea?

A medula óssea é um tecido de consistência mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas de ossos, como por exemplo os da bacia. É nesse tecido que existem células progenitoras, ou seja, com capacidade para se diferenciarem e dar origem a qualquer célula do sangue periférico. São as chamadas stem cell ou células progenitoras/estaminais, em português. Estas células renovam-se frequentemente, mantendo um número relativamente constante.

Apesar de genericamente se falar de transplantação de medula óssea, de facto o que se faz é uma reinfusão ou transfusão no doente de células progenitoras retiradas da medula do dador. Estas células saudáveis vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis. Mas para que o transplante tenha sucesso, as células saudáveis devem ser o mais possível compatíveis com as células do doente.

Como se processa a colheita de células de transplantação óssea?

Existem dois processos de colheita de células para transplantação de medula:

  • Colheita a partir da medula óssea - Células progenitoras colhidas do interior dos ossos pélvicos. Requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização;
  • Colheita de células progenitoras periféricas - Colheita feita no sangue periférico, através de um processo chamado aférese, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que é um factor de crescimento que vai fazer aumentar a produção de células progenitoras no sangue.

Além destes dois métodos, existe ainda outra fonte de células progenitoras que são as células do cordão umbilical. Neste caso, após consentimento prévio da mãe, as células são colhidas do cordão umbilical quando o bebé nasce. O cordão umbilical tem uma percentagem muito elevada de células progenitoras mas como a quantidade geralmente é pequena, são utilizadas, sobretudo, na transplantação de crianças.

Qual a probabilidade de encontrar um dador compatível?

Considerando todas estas abordagens, aproximadamente 80 por cento de todos os doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível. Esta percentagem subiu significativamente (em 1991 era 41 por cento) depois do esforço que foi feito mundialmente no recrutamento de dadores. Só que nem todos os doentes para os quais foi identificado um dador idêntico chegam à fase do transplante.

Pode um dador desistir do processo após saber que é compatível com um doente?

Como voluntário o dador não tem nenhuma obrigação legal. Um potencial dador com compatibilidade com um doente que necessite de transplante de medula pode, por diversas razões, retirar-se do processo. As decisões individuais serão sempre respeitadas.

É perfeitamente natural que apareçam duvidas, hesitações ou mesmo recusas quando um dador é contactado. Mas depois de ponderados os prós e contras, o dador deverá tomar uma decisão e saber que, se for alterada tardiamente, poderá ser fatal para o doente.

Quem paga o processo da doação?

Todos os procedimentos médicos que envolvem a doação são cobertos pelo subsistema de saúde do doente, bem como as viagens e outros custos não médicos. Os únicos custos que poderão vir a ser imputados ao dador são os referentes ao tempo que necessita despender no processo de doação.

Só se pode dar medula uma vez?

Não, a medula é um tecido que se regenera rapidamente, pelo que é possível fazer mais do que uma dádiva.

Para saber mais, consulte:

Inquérito para dadores de medula óssea
Centro de Histocompatiibilidade do Sul

Dador escolhido para salvar Marta é português

Menina de cinco anos vai ser internada até ao final do mês no IPO de Lisboa para realizar o transplante que aguarda desde Março.

Dos três dadores compatíveis com Marta, a criança de cinco anos que tem leucemia e que levou milhares de pessoas a oferecer ajuda, o escolhido para o transplante foi o português, apurou o DN junto de fonte ligada à família. Os outros dadores eram um espanhol e um norte-americano encontrados em bancos internacionais.

Até ao final do mês, Marta será internada no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa para ser submetida ao transplante de medula óssea. A tia da menina adiantou ao DN que a criança "está muito bem-disposta" e que "já recuperou o peso perdido durante os tratamentos".

O internamento com vista ao transplante vai acontecer entre os dias 20 e 30. Por enquanto, "a Marta vai todos os dias ao hospital e tem tomado a medicação, estando a reagir muito bem", conta Maria João Drey. A família já está preparada para a longa recuperação da menina, que será de um ano. "Temos muita esperança que tudo corra bem", diz Maria João Drey.

Apesar de já ter encontrado um dador compatível, o movimento de apoio que a família de Marta criou na rede social online Facebook continua a receber milhares de mensagens de apoio e a divulgar acções de registo de novos dadores. "Temos de continuar a procurar dadores para todos aqueles que não tiveram a mesma sorte que a Marta", sublinha a tia da criança, lembrando o caso de Teresa, a jovem de 17 anos que continua à procura de um dador compatível.

A campanha de procura por um dador compatível com a Marta levou 13 mil pessoas a inscreverem--se no registo português de dadores de medula óssea, desde Março até ao final de Junho.

Pedidos de ajuda na Internet

Tal como Marta, também Ana Catarina e Carolina Lucas procuram ajuda para os seus problemas de saúde em páginas da Internet.

Ana Catarina tem displasia septo-óptica (síndroma de Morsier), que lhe provocou hipoplasia dos nervos ópticos e cegueira. Os pais da menina de três anos acreditam que um tratamento na China com células estaminais pode ajudá-la e lançaram um blogue para recolher os fundos necessários para o tratamento, que dura seis a oito semanas.

A Carolina está a fazer tratamentos em Cuba para tentar andar, o que não consegue fazer devido à paralisia cerebral que sofreu. Tem cinco anos e na sua página da Internet revela que precisa de dinheiro para continuar as sessões de terapia em Cuba. Cada ciclo custa 11 mil euros e já lhe permitiram alguns progressos.

Artigo original em: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1299466


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