DGS - Grupos alvo para vacinação por ordem de prioridades
Direcção-Geral da Saúde, 2-10-2009
Grupos alvo para vacinação por ordem de prioridades
Vacinação no âmbito da pandemia por vírus da gripe A (H1N1) 2009
Critérios de inclusão nos grupos prioritários1 para vacinação (Grupo A ou
Grupo B ou Grupo C), tendo em atenção o risco para complicações pósinfecção,
o desempenho de funções essenciais e a disponibilidade de vacinas.
Grupo A
⋅ Profissionais de saúde:
⋅ Profissionais que, pelo seu número, pela especialização e especificidade das suas funções, são
dificilmente substituíveis
⋅ Profissionais que prestam cuidados a doentes de alto risco (por ex. em unidades de transplantes)
⋅ INEM e ambulâncias do Sistema Integrado de Urgência Médica (profissionais envolvidos na
prestação directa de cuidados)
⋅ Instituto Português do Sangue (profissionais envolvidos na colheita de sangue)
⋅ Linha Saúde 24 (enfermeiros agentes de linha)
⋅ Grávidas no 2º e 3º trimestre (> 12ª semana de gestação), com patologia associada
⋅ Grávidas no 2º e 3º trimestre (> 12ª semana de gestação), sem patologia associada
⋅ Doentes com idade ≥ 6 meses e < 65 anos com asma moderada a grave, sob terapêutica crónica
(pelo menos durante 3 meses, nos últimos 12 meses) com corticosteróides inalados em doses
médias/altas ou sistémicos e/ou internamento por asma em 2009
⋅ Doentes com obesidade mórbida, actualmente:
- crianças ≤ 10 anos (IMC ≥ 25)
- > 10 anos e < 18 anos (IMC ≥ 35)
- adultos ≥ 18 anos (IMC > 40)
⋅ Indivíduos com doença respiratória crónica desde a infância (ex: fibrose quística, displasia
broncopulmonar)
⋅ Indivíduos com doença neuromuscular com compromisso da função respiratória (ex: distrofia
neuromuscular)
⋅ Doentes imunodeprimidos no decurso de transplantação, terapêuticas biológicas ou neoplasias
hematológicas
⋅ Titulares de órgãos de soberania e profissionais que desempenham funções essenciais (1ª linha)
⋅ Coabitantes de crianças com idade < 6 meses portadoras de doença grave
⋅ Excepcionalmente, outras pessoas portadoras de doença crónica grave, por analogia com as
contempladas nos pontos anteriores.
1 Proposta efectuada com base na opinião de peritos da DGS, da Comissão Técnica de Vacinação, de Sociedades Científicas e de outros peritos,
nomeadamente de Obstetrícia.
Grupo B
⋅ Doentes com idade < 65 anos e:
⋅ Diabetes mellitus insulino-dependente
⋅ Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e outras doenças respiratórias crónicas com
insuficiência respiratória crónica (ex: fibrose pulmonar, sequelas de tuberculose, pneumoconioses)
⋅ Doença cardiovascular: cardiopatia congénita, isquémica, hipertensiva, insuficiência cardíaca
congestiva, excluindo hipertensão arterial isolada
⋅ Doença hepática: atrésia biliar, cirrose, hepatite crónica com alteração da função hepática e/ou
terapêutica anti-viral
⋅ Doença renal: insuficiência renal crónica, principalmente em doentes em diálise
⋅ Doença hematológica: hemoglobinopatias major
⋅ Imunodepressão (todas as idades): primária, secundária, nomeadamente infecção por VIH
(doentes não integrados no grupo anterior)
⋅ Asma (doentes não integrados no grupo anterior)
⋅ Terapêutica mantida com salicilatos em indivíduos com idade ≤ 18 anos (ex: doença
reumática auto-imune, doença de Kawasaki)
⋅ Profissionais de saúde:
⋅ Profissionais de saúde em contacto directo com doentes
⋅ Profissionais que desempenham funções essenciais (2ª linha)
Excepcionalmente, outras pessoas portadoras de doença crónica grave, por analogia com as
contempladas nos pontos anteriores do Grupo B.
Grupo C
⋅ Doentes com idade ≥ 6 meses, não incluídos nos Grupos A e B, com doenças crónicas, à
semelhança do recomendado para a vacinação da gripe sazonal
⋅ Obesidade (IMC ≥ 29)
⋅ Crianças com idade ≤ 12 anos (ou ≤ 5 anos, dependendo da disponibilidade de vacinas)
⋅ Dadores regulares de sangue (Duas dádivas nos últimos 12 meses)
⋅ Estudantes de medicina e enfermagem (anos clínicos)
⋅ Profissionais que desempenham funções essenciais (3ª linha)
⋅ Outros, por analogia com as situações anteriores do Grupo C.
Protocolo "Quarto Quadrante"
Protocolo estabelecido com “Quarto Quadrante – Colchões e Mobiliário”.
Serve este comunicado para informar os dadores inscritos no Grupo de Dadores Benévolos de Sangue do Concelho de Almeirim (GDBSCA), que foi estabelecido um protocolo de colaboração entre esta associação e a empresa “Quarto Quadrante – Colchões e Mobiliário”, situada na Rua Bernardo Gonçalves, n.º 54B em Almeirim.
Serve este comunicado para informar os dadores inscritos no Grupo de Dadores Benévolos de Sangue do Concelho de Almeirim (GDBSCA), que foi estabelecido um protocolo de colaboração entre esta associação e a empresa “Quarto Quadrante – Colchões e Mobiliário”, situada na Rua Bernardo Gonçalves, n.º 54B em Almeirim.
Com esta parceria, inicia-se uma relação baseada na partilha de boas-vontades, da qual saem a ganhar os dadores do GDBSCA pelas mais-valias comerciais que obterão no Quarto Quadrante, e também esta empresa pela saudável divulgação que a nossa associação fará junto dos dadores inscritos.
Pretende-se no entanto que a relação protocolar entre estas duas entidades ultrapasse esta dimensão e, seja projectada para o futuro como uma relação de entreajuda e disponibilidade mútua, de modo a assegurar o progresso humano na nossa cidade.
De forma prática, as vantagens que todos os dadores inscritos no GDBSCA terão ao seu alcance no Quarto Quadrante, são:
- Desconto de 10% em todos os artigos para o próprio.*
- Desconto de 5% em todos os artigos para os familiares directos (filhos, pais, irmãos).*
*[não acumulável com outras promoções]
- Entrega e montagem gratuita na nossa zona geográfica (excepto colocação de candeeiros).
- Recolha gratuita do colchão velho na compra de um novo.
Para usufruir destas mais-valias, será necessário que cada dador do GDBSCA se identifique como tal, no momento em que se deslocar ao Quarto Quadrante. Esta informação será cruzada com a base de dados do GDBSCA para informação interna.
Sem outro assunto, deixamos os melhores cumprimentos.
Atentamente,
A Direcção do GDBSCA.
Boletins Clínicos - Herpes
Herpes
A Herpes é uma lesão cutânea localizada, provocada, regra geral, por um vírus, caracterizada pela presença de manchas eritematosas, sobre as quais se formam pequenas vesículas de conteúdo límpido seroso e confluentes em cada cacho.
Herpes genital Aparece na pele e mucosa dos órgãos genitais externos; as suas vesículas secam rapidamente e desaparecem sem deixar vestígios, mas reincidem facilmente, sobretudo na mulher, concomitantemente com os ciclos menstruais.
Herpes gestatonis Aparentemente, a única forma de herpes não causado por vírus. Com efeito, é devido à gravidez. Aparece depois dos três primeiros meses de gestação em qualquer parte do corpo, mas com maior frequência no abdómen. Começa com prurido intenso, seguido de aparecimento de vesículas que apresentam um líquido claro. Estas, pouco a pouco, secam e lesão desaparece sem vestígios em poucas semanas, embora também possa tornar a aparecer no decurso da gravidez.
Herpes simplex Também denominado herpes febril, aparece com frequência simultâneamente com doenças infecciosas agudas, nos lábios ou na pele do queixo. O prurido local intenso precede o aparecimento das vesículas, que, depois de alguns dias, se rompem e secam sem deixar cicatrizes.
Herpes zooster Afecção cutânea que atinge o sistema nervoso central, particularmente os gânglios das raízes espinhais posteriores, provocada por um vírus neurotrófico. O período de incubação varia de uma a duas semanas e os sintomas são vagos e inconstantes, com febre, mal-estar generalizado e cefaleias.
Boletins Clínicos - Sinusite
Sinusite
A Sinusite é um processo inflamatório que afecta a mucosa de revestimento dos seios paranasais, isto é, das cavidades inclusas nos ossos da cabeça em comunicação com o exterior através de canais que desembocam nas fossas nasais.
As mais frequentes são as sinusites frontais, as sinusites maxilares e as sinusites etmoidais; mais raras são as sinusites dos seios esfenoidais. Devem ser, no entanto, todas relacionados com uma inflamação aparecida primitivamente nas fossas nasais ou nas raízes dos dentes, em comunicação com o seio maxilar.
É, porém, importante fazer uma distinção entre as sinusites dos diferentes seios:
A sinusite maxilar representa a extensão de um processo inflamatório que afectou primitivamente as fossas nasais ou as raízes do primeiro e do segundo molares, na vizinhança do seio. Pode manifestar-se de forma aguda, com febre, mal-estar geral e cefaleia, como expressão de repercussão em todo o organismo, com dor localizada na fossa canina, que se agudiza com a pressão sobre este ponto (importante para o diagnóstico), e com escoamento pelo nariz de secreção mucopurulenta.
As sinusites etmoidais, muitas vezes associadas às formas maxilares, podem ser anteriores e posteriores, uma vez que as celas etmoidais anteriores têm uma comunicação independente da das posteriores. As primeiras inflamam-se normalmente em concomitância com os seios frontais e maxilares, as segundas com os seios esfenoidais pelas mais estreitas relações com estes últimos.
As sinusites frontais são as mais frequentes de todas, devido à oclusão do canal nasofrontal que põe em comunicação o seio com as fossas nasais. Nesta situação (secundária a uma rinite), alguns germes podem subir pelo canal e localizar-se na mucosa, provocando a inflamação. O ponto doloroso característico está localizado no ângulo interno da órbita, na união da raiz com o nariz. A dor também se agudiza notavelmente com a pressão. A cefaleia, muitas vezes violenta, a febre, a obstrução nasal e o mal-estar podem por vezes fazê-la confundir com outras doenças (gripe, doenças exantemáticas, etc...), fistulizar e aflorar à pálpebra, atrás da órbita, ou no interior, dirigindo-se para o seio cavernoso.
No tratamento, recorre-se aos fármacos anti-congestivos para reduzir o edema e a inflamação nasal, a aerossóis com antibióticos, a punções evacuadoras, à remoção cirúrgica dos pólipos, segundo as necessidades dos vários casos.
Recolha de sangue do cordão umbilical pode vir a ser obrigatória
"Recolha de células estaminais do sangue do cordão umbilical pode vir a ser feita como a doação de órgãos: sem declaração prévia, presume-se o consentimento.
Aproveitar um bem precioso que, na maioria dos casos, era atirado ao lixo é o objectivo da criação do banco público de sangue do cordão umbilical, o Lusocord.
Ainda numa fase inicial - começou a funcionar oficialmente em Julho - e sem ter procedido a qualquer divulgação, a actividade do banco passa "pelo palavra passa palavra e pelos blogues de grávidas", explica Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), onde funciona o Lusocord. Foram para já recolhidas 300 amostras e o objectivo é conservar mil até ao fim do ano. A partir de 2010, "pretende-se criopreservar pelo menos três mil unidades por ano", explica.
A directora do CHN, que está a negociar com vários hospitais protocolos no sentido de obter a colaboração das unidades na recolha, vê com bons olhos a adopção para o sangue do cordão de uma lei semelhante à da doação de órgãos, que presume o consentimento de quem não recusar explicitamente essa doação. Mas como a adesão ao serviço público tem superado as expectativas, Helena Alves diz que "pode até nem ser preciso". O Ministério da Saúde não exclui a possibilidade de adoptar legislação nesses termos, mas ressalva que só depois de avaliar "as práticas internacionais e as questões éticas".
Optar pelo Estado
Sandra Oliveira decidiu não preservar numa empresa privada o sangue do cordão da filha, Matilde. Restavam-lhe duas alternativas: desperdiçar algo que pode salvar vidas ou proceder à preservação no Lusocord. Optou pela segunda.
"Preferi um serviço gratuito e acessível a toda a gente". Sandra sabe que o sangue de Matilde, que nasceu a 17 de Setembro, poderá ser utilizado noutra pessoa que não a sua filha. E foi precisamente esse aspecto altruísta, de dádiva, que a fez optar pelo banco público.
Já Lia Costa, funcionária do CHN, admite a rir que foi "uma espécie de cobaia", quando guardou o sangue do cordão do filho, Nuno, hoje com um ano. "O Lusocord ainda não tinha sido oficialmente criado e a recolha do sangue do meu bebé serviu para testar coisas", conta. Helena Alves sublinha que "são sobretudo pessoas muito informadas, como familiares de médicos e enfermeiros, quem procura o serviço".
Para cientistas e médicos, a utilidade do banco é óbvia. E até empresas privadas que preservam o mesmo tipo de células consideram que o serviço é complementar ao delas. É o caso da Bioteca e da Future Health, que salientam, contudo, que no privado os pais sabem que as células recolhidas no momento do parto são 100% compatíveis com o próprio bebé. A Crioestaminal diz-se disponível para colaborar com o Lusocord.
Já a directora do CHN não vê qualquer vantagem na armazenagem em bancos privados, por considerar que "a probabilidade de aquele sangue ser utilizado no próprio é mínima". No entanto, garante, "nenhum bebé vai ser prejudicado porque alguém fez uma escolha por ele", caso venha a precisar do Lusocord.
O director do Serviço de Transplantação do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Manuel Abecassis, também não recomenda o recurso a bancos privados. "Não há evidência científica muito forte que sustente essas empresas", diz. O médico, que fez o primeiro transplante com células do cordão em Portugal, em 1994, realça que "após haver um número de dadores de medula óssea muito significativo o passo seguinte seria o desenvolvimento do banco de sangue do cordão".
Rui Reis, membro da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, reconhece vantagens importantes no Lusocord, mas não vê o projecto como uma alternativa aos privados. Sobretudo se tivermos em conta que, no futuro, "muitas situações só poderão ser resolvidas com abordagens autólogas (utilização de células do próprio)", em áreas como "queimados, osteoporose, paralisia, etc.".
O Lusocord representa um investimento de mais de €1 milhão e Helena Alves considera que serão ainda necessários cerca de €2 milhões. Para a manutenção do projecto, prevê uma verba de €3 milhões a €3,5 milhões por ano. O "retorno deve começar dentro de três anos", quando amostras nacionais forem disponibilizadas para outros países, dado que o banco vai integrar uma rede internacional. As amostras recolhidas terão três tipos de aplicação: transplante, investigação e medicina regenerativa. O transplante destina-se a doentes com leucemias e linfomas, entre outras patologias."
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