Bebé sobrevive no útero após 11 transfusões de sangue

Onze transfusões de sangue, realizadas ainda no útero materno, salvaram a vida a uma bebé britânica. O parto foi realizado às 34 semanas, seis antes do normal, e Jasmine Tammer sobreviveu. Hoje, um ano e três meses passados, as únicas sequelas que traz consigo são pequenas cicatrizes na barriga.



Jasmine era portadora de doença hemofílica perinatal , na qual os anticorpos da mãe destróem as células sanguíneas do feto, levando-o à anemia e mesmo à morte por insuficiência cardíaca.


O caso aconteceu na cidade de Warsash . A mãe da menina, a enfermeira Melanie Tanner, constatou a sua incompatibilidade sanguínea com o feto às nove semanas de gestação.


Transfusões via cordão umbilical A solução foi, durante 16 semanas, submter-se quinzenalmente a um procedimento para que fosse injectado sangue no cordão umbilical, procedimento que envolvia um risco de aborto espontâneo.


Após o nascimento, a menina foi transferida para uma incubadora e submetida a mais duas outras transfusões.


Regra geral, o problema não ocorre na primeira gravidez. O risco de doença hemofílica perinatal passa a ser maior a partir do segundo filho, caso a mãe tenha sido exposta ao sangue Rh positivo do primeiro.

Artigo original em: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/548064

Pedido de Ajuda para a Cristina


A Cristina tem 36 anos e teve um bebé há duas semanas, altura em que lhe diagnosticaram uma leucemia.

Actualmente está internada no Hospital de Sta Maria em Lisboa à espera que seja encontrado um dador compatível, para poder ser submetida a um transplante de medula óssea.

Enquanto isso não acontecer, a Cristina vai continuar internada para evitar algum possível contágio ou complicação do seu estado, e só pode ver o seu bebé alguns minutos por dia, graças à boa vontade dos enfermeiros do hospital.

Os amigos e familiares da Cristina conseguiram motivar a deslocação de uma equipa do CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão) a Santarém no próximo Sábado, dia 21 de Novembro, entre as 9 e as 13 horas no Pavilhão do Inatel (situado no antigo campo da feira), para proceder ao teste sanguíneo com o objectivo de encontrar um dador compatível.



Apelamos à colaboração de todos!

Venham ter connosco ao Pavilhão do Inatel no dia 21!

Venham fazer a colheita ao sangue!

Não hesite, hoje a Cristina, amanhã qualquer um de Nós!





Bronquite aguda

Bronquite aguda Causas



A origem da doença costuma corresponder a uma infecção, normalmente viral, mas em alguns casos provocada por bactérias. Por vezes, trata-se de um processo infeccioso que se propaga através das vias respiratórias superiores, sendo a bronquite aguda uma complicação de uma rinite ou faringite. Noutros casos, os microorganismos responsáveis pela infecção brônquica são os causadores de doenças específicas, tais como a gripe, tosse convulsa ou o sarampo, que se manifestam, entre outros sintomas, por uma bronquite aguda. Por fim, em algumas ocasiões, os microorganismos atacam directa e exclusivamente os brônquios.


Neste sentido, são considerados factores de predisposição várias circunstâncias que alteram os mecanismos de defesa, comandados pelo sistema mucociliar: as alterações bruscas de temperatura e a inalação de fumos e gases irritantes.


Por vezes, a bronquite aguda não é provocada por uma infecção, devendo-se directamente a inalação de substâncias tão irritantes que o seu contacto danifica a mucosa brônquica: vapores de amoníaco, cloro, bromo, ácido nítrico, dissolventes orgânicos voláteis, etc.


Em condições normais, os microorganismos e as reduzidas partículas que chegam aos brônquios provenientes do exterior ficam retidos no muco, sendo arrastados até a laringe, graças à coordenada movimentação dos cílios. Qualquer factor que altere este mecanismo defensivo favorecerá o desenvolvimento de uma bronquite aguda.


Manifestações


O sintoma inicial de uma inflamação brônquica aguda corresponde a uma tosse seca e incómoda que se intensifica ao respirar num ambiente frio ou repleto de fumo ou pó. Por vezes, a tosse é precedida por manifestações próprias de uma inflamação das vias respiratórias superiores, tais como secreções nasais ou dor de garganta, mas quando a inflamação atinge apenas os brônquios constitui o sintoma que evidencia o desenvolvimento da doença.


A irritação da mucosa costuma provocar um aumento das secreções brônquicas, o que ao fim de dois ou três dias do início do problema acaba por gerar a tosse produtiva, ou seja, uma tosse acompanhada por expectoração. Inicialmente, esta expectoração é transparente; depois, torna-se amarelada ou esverdeada, o que sugere tratar-se de uma infecção, na medida em que as secreções apresentam abundantes restos de glóbulos brancos, que se deslocaram para a zona com o objectivo de combater os micróbios e os restos destes.


Normalmente, e à semelhança de todos os processos infecciosos, também provoca febre, mas o aumento da temperatura corporal costuma ser moderado. Por vezes, a irritação brônquica é tão intensa que provoca dores no peito, sobretudo atrás do esterno. A mucosa pode estar tão inflamada e o interior dos canais tão ocupados por secreções que surge uma sensação de angústia ou falta de ar ao respirar, o que se conhece como dispneia.


Regra geral, caso a evolução seja favorável, os problemas desaparecem ao fim de dez a quinze dias, embora possam persistir ao longo de mais de uma semana um estado de mal-estar geral, tosse irritante seca, já pouco intensa, e um certo grau de dificuldade respiratória, sobretudo quando o paciente realiza esforços.


Tratamento


O tratamento baseia-se na adopção de uma série de medidas, por vezes complementadas com a administração de determinados medicamentos, com vista a atenuar os sinais e sintomas incómodos. Na realidade, apenas se costuma recorrer à prescrição de antibióticos, normalmente, quando se identifica uma bactéria patogénica responsável ou quando se considera que existem riscos de complicações: por exemplo, se o paciente for um idoso ou estiver debilitado por outra doença.


Para atenuar a tosse seca, muito incómoda e completamente inútil pode-se recorrer à administração de medicamentos antitússicos específicos. Contudo, estes fármacos não devem ser utilizados quando existe tosse produtiva, ou seja, caso exista expectoração, porque nesse caso a tosse extremamente útil para eliminar as secreções produzidas em quantidades significativas pela mucosa brônquica inflamada. De modo a facilitar a expulsão de expectoração, podem ser utilizados medicamentos fluidificantes e expectorantes ou recorrer-se às inalações de vapor de água.

Fonte: Medipédia

Amigdalite

Amigdalite Amígdalas palatinas



As amígdalas palatinas ou tonsilas, vulgarmente designadas amígdalas secas, são duas proeminências de tecido linfóide com cerca de 3 a 5 cm de diâmetro, localizadas nas faces laterais do segmento médio da faringe ou orofaringe.


Estas formações, que desempenham uma função defensiva no organismo, estão literalmente revestidas por um manto com inúmeras vilosidades microscópicas, com o objectivo de reter e filtrar os microrganismos presentes no ar e nos alimentos.


O tecido interno das amígdalas é muito rico em glóbulos brancos, células imunitárias capazes de detectar, identificar e eliminar os microrganismos, desactivando-os e eliminando-os. No interior das amígdalas originam-se inúmeros canais que desaguam na superfície e cuja função é drenar um líquido que contém resíduos celulares e restos de microrganismos. O líquido drenado desloca-se, juntamente com a saliva, até ao tubo digestivo.


Na verdade, as amígdalas desempenham uma função defensiva muito importante ao longo da infância, mas a partir da puberdade as suas dimensões e o seu papel na defesa orgânica diminuem. Por isso, a amigdalite é uma doença mais comum na infância.


Causas


A inflamação das amígdalas produz-se, normalmente, devido a uma infecção por vírus ou por bactérias de vários tipos. É preciso destacar que as amígdalas estão situadas num segmento da faringe onde a via aérea conflui com a digestiva, sendo assim comum que os microrganismos presentes no ar ou nos alimentos contactem directamente com a sua superfície e produzam uma infecção, quando a sua quantidade é tão elevada ou a sua virulência é tão grande que supera a capacidade defensiva. Todavia, na maioria dos casos, a amigdalite é provocada por uma propagação de microrganismos de tecidos vizinhos afectados por processos infecciosos agudos, tais como uma constipação, uma faringite difusa ou uma laringite.


As amigdalites também se podem apresentar como apenas mais uma manifestação em várias doenças infecciosas.


Tipos e manifestações


De acordo com a forma de evolução, a doença pode-se classificar em dois tipos:


Amigdalite aguda. Particularmente frequente nas crianças com mais de 3 anos de idade, a doença apresenta-se de forma súbita, fruto de uma infecção pontual e, na maioria dos casos, caso se proceda ao tratamento adequado, desaparece entre cinco a sete dias.


Ao início, o sintoma mais evidente costuma ser febre, que frequentemente ultrapassa os 39°C, acompanhada por mal-estar geral, sensação de prostração, sudação e dores de cabeça.


Um outro sintoma característico, por vezes o primeiro a surgir, é a dor de garganta, que se intensifica ao mover a cabeça e ao engolir. As amígdalas encontram-se inchadas e vermelhas, sobretudo quando o processo infeccioso é de origem bacteriana, formando-se acumulações de pus na sua superfície que se observam como pontos brancos. Além disso, quando a dilatação é considerável, a deglutição é mais difícil e a voz torna-se nasalada, já que parte do ar expirado vê-se obrigado a desviar-se para o nariz. Por outro lado, é muito comum a inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço, os quais podem ser palpados com facilidade.


Amigdalite crónica. Quando os processos infecciosos agudos se repetem com alguma frequência, os microrganismos causadores podem chegar a instalar-se de forma permanente nas amígdalas e provocar-lhes lesões persistentes. Nas crianças, as amígdalas podem crescer de maneira considerável (amígdalas hipertróficas), ao ponto de dificultarem, por vezes, a deglutição e até mesmo a respiração, sobretudo durante a noite. Noutros casos, as amígdalas tem a tendência para abrirem fendas (amígdalas crípticas), formando canais que libertam pus do seu interior. Nestes casos, existe um maior risco para ocorrer uma das complicações mais frequentes da amigdalite crónica - o desenvolvimento de um abcesso faríngeo. Por outro lado, nos adultos, a infecção crónica provoca uma destruição e atrofia das amígdalas, que adoptam uma tonalidade esbranquiçada. Por vezes, a amigdalite crónica não manifesta quaisquer sintomas; em alguns casos, são frequentes as dores de garganta, a formação de secreções mucosas abundantes ou purulentas, mau hálito e dificuldade em respirar e deglutir os alimentos.


Tratamento


Na amigdalite aguda, o tratamento inclui uma série de medidas para aliviar os sintomas, como a administração de analgésicos e antipiréticos, uma dieta leve e líquidos abundantes (nem muito frios, nem muito quentes). Caso o processo infeccioso seja de origem bacteriana, o médico deve prescrever o antibiótico mais eficaz contra o microrganismo responsável. Na amigdalite crónica, como estas medidas não costumam ser muito eficazes, nomeadamente quando os sintomas são muito graves ou quando existe perigo de complicações, coloca-se a hipótese de solucionar o problema através da extracção cirúrgica das amígdalas, uma intervenção denominada amigdalectomia.

Fonte: Medipédia

Gripe

Causas


A gripe é provocada por um vírus do qual se conhecem três tipos principais, denominados A, B e C, que originam, por sua vez, diversos subtipos ou variedades. O contágio produz-se por inalação das reduzidas gotas de saliva contaminadas, suspensas no ar depois de expelidas pelos indivíduos afectados ao espirrarem, tossirem ou falarem. O perigo de contágio é muito maior quando se permanece próximo de uma pessoa afectada, já que as gotas microscópicas contaminadas podem ser arrastadas por correntes de ar ao longo do interior de uma mesma divisão ou até de uma divisão para outra, o que justifica o facto de se produzirem, com muita frequência, episódios epidémicos de gripe em locais onde convive e circula muita gente, como os edificios públicos.


Incidência


A incidência da gripe é muito elevada: segundo dados estatísticos, esta doença afecta, por ano, mais de 20% da população. Embora possa surgir a qualquer momento do ano, o problema é muito mais frequente no Inverno e nas regiões frias, visto que as baixas temperaturas dificultam as defesas naturais das mucosas das vias respiratórias, o que favorece o estabelecimento e o desenvolvimento dos vírus responsáveis pela doença.


Por outro lado, a prevalência e incidência da gripe estão intimamente relacionadas com o tipo de vírus que provoca a doença. De facto, é preciso referir que a estrutura dos vírus responsáveis sofre constantes modificações - embora sejam alterações mínimas, são suficientes para que se produzam variações das suas caracteristicas antigénicas. No fundo, esta é uma estratégia que estes microorganismos adoptam, com o objectivo de se adaptarem melhor ao meio e ludibriarem o sistema defensivo do organismo humano. Embora a transmissão da doença acarrete a produção de uma imunidade contra o tipo de vírus que a provocou, as defesas geradas são muito pouco eficazes ou nulas perante um novo contacto com um vírus da gripe de outro tipo ou do mesmo, mas modificado. Esta contínua alteração das características estruturais proporciona a existência de inúmeras variedades de vírus, mas é possível diferenciar três tipos - o A, o B e o C- que são, por sua vez, classificados em inúmeros subtipos e variedades, conforme o ano e o lugar onde são detectados e identificados pela primeira vez.


De um ponto de vista epidemiológico, esta classificação é muito importante, já que cada tipo de vírus da gripe tem características relativamente específicas em relação à sua capacidade de transmissão. Por outro lado, a identificação dos subtipos possibilita a produção de vacinas eficazes e a análise do trajecto geográfico da sua disseminação.


Dado que o vírus da gripe tipo A é o que sofre mais alterações, costuma provocar epidemias que, de um a quatro anos, afectam uma elevada percentagem da população de uma determinada zona geográfica. Para além disso, ao fim de seis a dez anos, pode originar uma pandemia que se alastra ao longo de vários países ou até através de continentes inteiros. O vírus da gripe tipo B é menos variável e costuma provocar episódios epidémicos mais circunscritos (por exemplo, em escolas ou quartéis), aproximadamente de cinco em cinco anos. Por último, o vírus da gripe tipo C, o mais estável, costuma provocar a doença de forma esporádica e, normalmente, não provoca episódios epidémicos significativos.


Manifestações e evolução


O período de incubação da gripe compreende um a três dias após o momento do contágio. As manifestações costumam surgir de forma brusca, normalmente ao fim de cerca de duas horas, embora a evolução da doença varie de pessoa para pessoa. Um dos sintomas mais comuns é a dor de cabeça, localizada preferencialmente na zona frontal e por trás dos globos oculares. A gripe evidencia-se igualmente através de uma típica sensação de prostração e dor muscular e articular, sobretudo na região dos membros e na zona lombar. A febre manifesta-se, logo desde o início, através de um súbito aumento da temperatura do corpo, que frequentemente ultrapassa os 40°C, sobretudo nas crianças, acompanhada alternadamente por intensos arrepios e suores. Outros sinais e sintomas comuns são vermelhidão da conjuntiva e sensação de ardor nos olhos, lacrimejar e fotofobia , espirros e secreções nasais, dor de garganta e tosse seca sem expectoração, quase sempre acompanhada por dores no tórax. Por fim, em alguns casos evidenciam-se igualmente alguns sinais e sintomas digestivos, em particular falta de apetite, vómitos e obstipação ou diarreia.


A predominância de alguns sintomas sobre outros depende essencialmente do tipo de vírus da gripe causador da doença. Os vírus da gripe tipos A e B provocam uma doença mais intensa, enquanto que o tipo C origina um problema mais ligeiro, semelhante a uma constipação. Para além disso, os sinais e sintomas dependem igualmente da idade, estado físico e outras características do indivíduo afectado. Nas crianças, por vezes, os sinais e sintomas de infecção respiratória podem ser diferentes dos verificados nos adultos.


Complicações


Embora a gripe tenha a tendência para desaparecer uma semana após o início da doença, sem originar grandes problemas, por vezes, podem surgir possíveis complicações. A maioria destas complicações é provocada pela propagação da infecção virai a vários órgãos ou a uma sobreinfecção por vários tipos de bactérias.


As complicações mais frequentes, felizmente, não são graves. Por exemplo, a otite média, ou seja, a inflamação do ouvido médio, manifesta-se essencialmente através de dores no ouvido e diminuição da capacidade auditiva. Um outro exemplo corresponde à sinusite, uma inflamação dos seios perinasais que, embora inicialmente costume passar despercebida, acaba por mais tarde ou mais cedo provocar sensação de debilidade ou dor na zona que rodeia o nariz e por trás dos olhos.


As complicações mais graves apenas costumam manifestar-se quando o problema é provocado pelo vírus da gripe A, o mais virulento ou agressivo, e quando o organismo do paciente não é capaz de responder eficazmente à infecção. Na prática, estas complicações graves costumam afectar os bebés com menos de 1 ano de idade, idosos, mulheres grávidas, indivíduos mal nutridos ou com as defesas debilitadas e pessoas afectadas por insuficiência cardíaca, insuficiência renal, asma, bronquite crónica e enfisema pulmonar.


A complicação grave mais frequente é a pneumonia, ou seja, a infecção e inflamação do tecido pulmonar, um problema que se pode desenvolver ao longo da gripe ou até após o início do período de convalescença. A pneumonia manifesta-se através de uma subida da temperatura do corpo, sensação de falta de ar e dificuldade em respirar, dor forte no tórax, tosse com expectoração purulenta, eventualmente hemoptóica, e nos casos graves uma coloração azulada da pele (cianose), que evidencia o défice de oxigenação do sangue. No entanto, a pneumonia costuma evoluir de forma favorável, já que na maioria dos casos, sobretudo se se proceder ao tratamento oportuno, desaparece ao firn alguns dias. Todavia, em algumas situações, mesmo com a realização do tratamento, não se consegue obter a recuperação do paciente. De facto, a pneumonia é a complicação da gripe que origina uma maior mortalidade.


Uma outra complicação muito grave, embora menos frequente, é a encefalite que se manifesta através da perda progressiva da consciência que, nos casos mais graves, pode conduzir ao estado de coma,


Tratamento


Dado que, infelizmente, ainda não existem medicamentos que actuem especificamente contra os vírus da gripe, o tratamento visa aliviar os sinais e sintomas e prevenir as complicações. Basicamente, o tratamento consiste em bastante repouso, ingestão de abundantes quantidades de líquidos (sobretudo água, chá fraco e sumos de frutas) e uma dieta ligeira, mas equilibrada, durante o tempo em que os sinais e sintomas persistirem. Ao longo deste período de tempo, convém procurar que o paciente permaneça convenientemente abrigado e que não se exponha a descidas bruscas da temperatura ambiente e que o seu meio se mantenha quente e húmido: por exemplo, ao colocar um recipiente com água quente ou em ebulição constante no quarto, já que dessa forma se consegue suavizar a tosse e facilitar a expulsão das secreções.


Ao mesmo tempo, se se considerar necessário, pode-se administrar medicamentos antipiréticos, de modo a reduzir a temperatura do corpo. Segundo esta perspectiva, convém ter em conta que não se deve administrar ácido acetilsalicílico nos bebés com menos de 1 ano de idade, pois caso estejam infectados por um vírus do tipo B poderão desenvolver, por motivos desconhecidos, um grave quadro patológico com inúmeras manifestações conhecidas como síndrome de Reye, tão grave que pode colocar a vida em perigo.


Em relação aos antibióticos, é importante não esquecer que, como estes medicamentos apenas são eficazes contra as bactérias, sendo inúteis contra os vírus, devem ser reservados para tratar complicações de origem bacteriana ou como prevenção nas pessoas com especial predisposição para serem afectadas pelas mesmas.


Por fim, embora actualmente não existam medicamentos específicos contra os vírus da gripe, por vezes, sobretudo em pacientes imunodeprimidos, deve-se administrar vários medicamentos antivirais que demonstraram gerar algum efeito benéfico nestes casos.

Fonte: Medipédia

Constipação

Constipação Causas



A constipação é provocada por vários tipos de vírus, pertencentes a várias famílias, embora exista uma reduzida percentagem de casos em que a infecção viral é acompanhada por uma sobreinfecção bacteriana.


O contágio produz-se através do contacto directo com as secreções respiratórias das pessoas infectadas ou mediante a inalação das pequenas gotas de saliva contaminadas, suspensas no ar depois de expelidas ao espirrar, tossir ou simplesmente ao falar.


Embora a constipação possa afectar qualquer pessoa, é particularmente frequente nos fumadores e nas pessoas com doenças crónicas das vias respiratórias, como vegetações adenóides, sinusite, faringite, asma brônquica, bronquite e enfisema pulmonar.


Manifestações e evolução


O período de incubação da constipação é de um ou dois dias após a produção do contágio. O sintoma inicial mais comum corresponde a uma típica sensação de prurido no nariz, provocada pela inflamação da mucosa nasal, uma típica rinite. Ao fim de algumas horas, já é possível observar-se uma abundante secreção nasal e começam a surgir os característicos espirros. Embora, de início, a secreção nasal seja fluida e transparente, ao fim de um ou dois dias. pode tornar-se mais espessa e adquirir uma tonalidade esverdeada ou amarelada.


Para além dos mencionados, é igualmente comum o aparecimento de sinais e sintomas locais, provocados pela inflamação da mucosa nasal e a obstrução das fossas nasais: vermelhidão no nariz, considerável diminuição ou até perda de olfacto e paladar, uma evidente alteração do tom da voz (que adquire, neste caso, um timbre específico), dor de garganta e uma certa dificuldade para inspirar.


No entanto, também podem surgir algumas manifestações gerais, que felizmente são quase sempre ligeiras. De facto, a constipação normalmente gera o aparecimento de febre, com uma moderada subida da temperatura do corpo, que raramente ultrapassa os 38°C, bem como mal-estar geral, sensação de debilidade, dores musculares difusas, falta de apetite e dor de cabeça. É preciso referir que. entre as crianças, a subida da temperatura do corpo pode ser mais acentuada. ultrapassando mesmo os 39°C, e a inflamação da mucosa é tão intensa que perturba o sono e a ingestão de alimentos, o que justifica o facto de os bebés afectados por constipação evidenciarem sinais e sintomas mais notórios, cais como náuseas e vómitos, dor nos ouvidos, lacrimejar e uma evidente irritabilidade.


A constipação costuma ter uma evolução benigna e curta, já que na maioria dos casos as manifestações desaparecem totalmente ao fim de cinco a sete dias, sem originarem complicações, nem problemas.


Para além disso, é possível que surjam complicações, sobretudo nos bebés, idosos e nas pessoas afectadas por problemas crónicos das vias aéreas. Uma das mais habituais é o desenvolvimento de uma sobreinfecção bacteriana na própria mucosa nasal, um processo perceptível devido ao facto de as secreções nasais se tornarem purulentas e porque as manifestações gerais, em particular a febre, o mal-estar e a debilidade muscular, se acentuam.


Uma outra complicação habitual nos pacientes com uma certa predisposição é o facto de a infecção se estender a outros órgãos ligados às fossas nasais e provocar uma faringite, sinusite, otite e/ou bronquite.


Tratamento e prevenção


Como não existe qualquer tratamento para curar ou travar a evolução da constipação, as medidas adoptadas procuram aliviar os sinais e sintomas e prevenir as complicações. Em primeiro lugar, é recomendável bastante repouso e evitar a exposição ao frio ambiental, a alterações bruscas de temperatura e a correntes de ar, devendo-se igualmente ingerir líquidos em abundância para compensar as perdas provocadas pelas secreções nasais e o aumento da temperatura do corpo. Para além disso, quando se observar perda de apetite ou dificuldades na ingestão de alimentos, como é frequente nas crianças, o mais aconselhável é o paciente cumprir uma dieta à base de alimentos ligeiros, ou até exclusivamente à base de sumos de frutas, em vez de forçar a ingestão de comida que se rejeita.


Ao mesmo tempo, deve-se administrar medicamentos que diminuam a temperatura do corpo e analgésicos e anti-inflamatórios para combater as manifestações gerais. Caso a obstrução nasal seja muito significativa, é extremamente útil a utilização de anti-histamínicos, pois o uso de gotas ou sprays contendo vasoconstritores está contra-indicado durante mais de três dias. Todavia, não se devem utilizar estes produtos nos bebés, já que podem originar efeitos adversos, e para além disso pode-se obter excelentes resultados simplesmente através da instilação de gotas de soro fisiológico no nariz.


Por outro lado, é muito importante ter em conta que os antibióticos não são eficazes contra os vírus e que a sua utilização indevida pode tornar-se prejudicial. Em suma, dado que a administração deste tipo de medicamentos não é eficaz na grande maioria dos casos de constipação, apenas se deve recorrer aos mesmos em caso de infecção bacteriana ou, se o médico os considerar necessários, de modo a prevenir complicações desta natureza

Fonte: Medipédia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...