Leucemia mielóide pode ser curada com medicamentos

A leucemia mielóide crónica pode ser curada com medicamentos, de acordo com uma investigação internacional que envolveu um cientista português. A conclusão de que o transplante de medula não é a única cura para esta doença surge através de um modelo matemático.

O investigador Jorge Pacheco, do Departamento de Matemática e Aplicações da Universidade do Minho, explica, em declarações à Lusa, que os doentes que tomem as substâncias activas imatinib, dasatinib ou nilotinib desde o diagnóstico de leucemia mielóide crónica «podem atingir a cura, ao contrário do que se pensava».

«Isto significa que, por exemplo, pode haver doentes que neste momento tomem o medicamento e que poderiam parar, pois já não precisam dele», justifica.

Esta investigação pode levar a uma «mudança de paradigma na forma como a doença é encarada e tratada, uma vez que a única alternativa admitida hoje em dia como susceptível de proporcionar uma cura - mas que não é 100 por cento segura e envolve previamente rádio e/ou quimioterapias - é um transplante de medula óssea».

A conclusão foi possível através de um modelo matemático usado para «descrever várias doenças do foro hematológico». O investigador explica que um «modelo matemático não é mais do que uma caricatura dessa mesma realidade (complexa) feita à custa de equações e números».

«Mas, quando a caricatura é boa, ela, por vezes, oferece-nos uma perspectiva nova sobre a realidade, e aí todo o poder da matemática emerge, dado que tudo o que deriva do modelo não é mais do que uma consequência lógica daquilo que deu origem à caricatura», resume.

Jorge Pacheco tem tentado descrever matematicamente problemas como doenças do sangue, transmissão de doenças contagiosas e de cooperação social entre indivíduos.

Artigo original em: diário.iol

Sessão de recolha de sangue - HDS

Bom dia,



Informam-se todos os interessados, na sequência da escassez de unidades de sangue a nível nacional, que no dia 17 de Fevereiro entre as 14h30 e as 20h no parque de estacionamento do Hospital, decorrerá uma sessão de recolha de sangue promovida pelo Instituto Português de Sangue.


Obrigado,

FALTA DE SANGUE

FALTA DE SANGUE

O elevado consumo de sangue que se tem vindo a registar provocou uma baixa acentuada nas reservas nacionais sendo a área da Grande Lisboa a região mais afectada. Para ultrapassar esta situação de carência, que poderá agravar-se durante o Carnaval, o Instituto Português do Sangue apela às pessoas em condições de dar sangue que o façam ainda hoje ou logo que possível.

Além dos locais habituais, as dádivas poderão ser efectuadas nos seguintes postos de colheita:

Locais de Sessões de Colheita de Sangue

Dia 12 de Fevereiro

Centro Regional de Sangue de Lisboa, Av do Brasil, 53 - Pavilhão 17 das 08h00 às 21h00

Unidades Móveis:

- Loja do Cidadão nas Laranjeiras das 09h00 às 21h00
- Parque Expo (junto à Gare do Oriente) das 15h00 às 21h00

Posto Móvel - Hospital de Egas Moniz, das 09h00 às 13h30

Hospital de São José - Serviço de Imuno-Hemoterapia, das 8h30 às 18h00

Hospital Fernando Fonseca, EPE - Amadora/Sintra - Serviço de Imuno-Hemoterapia, das 08h30 às 20h00

IPO Lisboa - Serviço de Imuno-Hemoterapia, 2º andar, das 09h00 às 17h00

Gabriel de Olim

 
Presidente do Conselho Directivo do Instituto Português do Sangue,IP

'Pâncreas artificial' pode regular açúcar no sangue de crianças diabéticas

Cientistas britânicos testaram sensor que mede níveis de glicose combinado com bomba de insulina.

Da BBC

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, mostraram que um "pâncreas artificial" pode ser usado para regular os níveis de açúcar no sangue de crianças que sofrem de diabetes do tipo 1.

A diabetes tipo 1 é uma doença crônica, que pode levar à morte do paciente, caracterizada por uma deficiência do pâncreas na produção de insulina, o hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue.

Em um teste, os pesquisadores descobriram que a combinação de um sensor, que mede os níveis de glicose "em tempo real", com uma espécie de bomba que fornece insulina ao paciente, pode melhorar durante a noite o controle do açúcar no sangue.

A pesquisa, publicada na revista científica Lancet, mostrou que o dispositivo diminui de forma significativa o risco de os níveis de açúcar no sangue caírem, colocando o paciente em risco de uma crise de hipoglicemia, uma grande preocupação para pacientes - crianças e adultos, com diabetes do tipo 1.

O sistema do pâncreas artificial combina um monitor contínuo da glicose com a bomba de insulina, ambos já disponíveis no mercado para venda separados, e usa um algoritmo sofisticado para calcular a quantidade necessária de insulina a ser fornecida, baseada nas leituras de nível de glicose em tempo real.

"Este é o primeiro estudo aleatório que mostra o benefício potencial do sistema do pâncreas artificial durante a noite, usando sensores e bombas já disponíveis no mercado. Nosso estudo fornece uma base para o teste do sistema em casa", afirmou o líder da pesquisa Roman Hovorka, do Instituto de de Ciência Metabólica da Universidade de Cambridge.

"Nossos resultados mostram que os dispositivos disponíveis no mercado, quando colocados juntos com o algoritmo que desenvolvemos, pode melhorar o controle de glicose em crianças e reduzir de forma significativa o risco de hipoglicemia durante a noite."

54 noites

Na pesquisa, 17 crianças e adolescentes com idades entre cinco e 18 anos e que sofrem de diabetes tipo 1 foram estudadas durante 54 noites em um hospital.

A equipe de cientistas analisou o desempenho o sistema de pâncreas artificial no controle do nível de glicose, em comparação com o uso da bomba fornecedora de insulina, que fornece o hormônio ao paciente de forma subcutânea em taxas pré-estabelecidas.

O estudo analisou também noites quando as crianças iam dormir depois de comer uma refeição maior ou ter feito exercício no início da noite. A refeição pode levar ao chamado "acúmulo de insulina" e, como resultado, uma queda perigosa do nível de glicose no sangue horas depois, tarde da noite.

Já os exercícios no final da tarde ou começo da noite aumentam a necessidade do corpo por glicose no início da manhã e, por isso, aumenta o risco de hipoglicemia durante a noite. Os resultados combinados mostraram que o pâncreas artificial manteve os níveis de glicose no sangue normais durante 60% do tempo, comparado com 40% que a bomba de insulina conseguiu.

O pâncreas artificial também cortou pela metade o tempo em que os níveis de glicose do sangue caíram abaixo de 3.9 mmol/l, o nível considerado como de hipoglicemia leve. Também evitou que o nível de glicose no sangue caísse abaixo de 3,0 mmol/l, que é definido como hipoglicemia significativa, comparado com nove ocorrências de hipoglicemia nos grupos de controle.

Karen Addington, diretora executiva da Fundação Britânica de Pesquisa de Diabetes Juvenil, que financiou o estudo, afirmou que é preciso "redobrar nossos esforços para que o pâncreas artificial deixe de ser um conceito na clínica e se transforme em realidade na casa de crianças e adultos que tem diabetes tipo 1".

Artigo original em: Globo.com

Carmen Pinheiro: dador é um recém-nascido

O dador, cujas células estaminais de cordão umbilical podem curar Carmen, foi encontrado em base internacional.

Carmen Pinheiro não podia estar mais feliz: foi finalmente encontrado um dador, que a poderá salvar. Curiosamnete, trata-se de um recém-nascido, cujas células estaminais de cordão umbilical a podem curar, e foi descoberto em base de dados internacional.

A esperança de cura para a pequena Carmen aumentou ainda mais pelo facto desta doação ser feita através das células estaminais do cordão umbilical. Espera-se agora que a menina reúna as condições para fazer a intervenção, neste caso mais simples do que um transplante de medula.

A operação só será realizada dentro de dois a três meses porque Carmen terminou há pouco tempo o segundo ciclo de quimioterapia e terá de apresentar até dois por cento de remissão da doença, para poder receber as células estaminais.

Artigo original em : TVI24

Pedido de Doação de Medula Óssea

O meu pedido de auxílio vai no sentido de tentar mobilizar o maior número de pessoas a fazer uma recolha de sangue, para uma possível doação de medula. Tenho um colega de trabalho, cuja filha de 7 meses, SOFIA DOMINGUES FONSECA se encontra bastante doente. Foi-lhe diagnosticada uma Leucemia. É necessário efectuar transplante de Medula Óssea pois caso contrário a menina não vai conseguir sobreviver. Seria bom que todos pudéssemos participar! Após a recolha de sangue, são feitos os testes necessários para verificar a compatibilidade. Caso haja alguém compatível, será contactado. As recolhas de sangue poderão ser efectuadas no Centro de Histocompatibilidades da vossa área de residência.

Centro de Histocompatibilidade do Sul

Alameda das Linhas de Torres, nº117 - Lisboa

Tel: 21 750 41 00

Centro de Histocompatibilidade do Centro

H.U.C - Praceta Prof Mota Pinto - Coimbra

Tel: 239 480 700

Centro de Histocompatibilidade do Norte

Pavilhão Fernanda - Rua Roberto Frias - Porto

Tel: 22 557 34 70


Podes ainda dirigir-se aos Serviços de Imuno-hemoterapia dos Hospitais de: Abrantes, Amadora-Sintra, Barreiro, Beja, Elvas, Évora, Faro, Tomar, Torres Novas, Portimão, Portalegre, Litoral Alentejano, ainda Centro de Saúde de Mafra e à Clínica Prevenir e Cuidar, em Odivelas.


Mais informações, estou disponível através do endereço rodrigo.azul@gmail.com. Podem também enviar e-mail para help.sofiafonseca@gmail.com

MUITO OBRIGADO

Serotonina a menos origina morte súbita dos bebés

A produção deficitária de um neurotransmissor chamado serotonina na zona do tronco cerebral (a parte do sistema nervoso central que liga o cérebro à medula espinal) pode estar associada à síndrome da morte súbita nos bebés até ao ano de idade.

A descoberta foi feita por médicos e investigadores do Children's Hospital de Boston, nos Estados Unidos, e é publicada hoje no The Journal of the American Medical Association.

A morte súbita nos bebés tem desafiado desde há muito a medicina. Dramático, e até hoje inexplicável, este problema é desde há 20 anos objecto de investigação por parte de um grupo de médicos cientistas daquele hospital pediátrico. Comparando os níveis de serotonina em bebés vítimas daquela misteriosa síndrome com os níveis do mesmo neurotransmissor noutros bebés que morreram de outras causas, os investigadores acabaram por detectar a diferença.

No tronco cerebral, a serotonina tem por papel ajudar a regular algumas funções involuntárias do organismo, como a respiração, o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea durante o sono.

Os investigadores do hospital pediátrico de Boston, liderados pela neuropatologista Hannah Kinney, pensam que os níveis baixos de serotonina encontrados nos bebés vítimas de morte súbita podem estar na origem de uma desregulação daquelas funções. Dormindo numa posição de barriga para baixo, aqueles bebés estariam assim impossibilitados de mudar automaticamente a posição do rosto, caso estivessem a respirar mal, uma vez que aquela função estaria desregulada.

Artigo original em: DN Ciência

Novo método permite detectar cancro em estado inicial

Um novo método de testes está a ser desenvolvido para detectar o cancro antes do tumor se formar. Foram identificadas substâncias no sangue que acompanham certos tipos de tumor, avança o site Ciência Hoje.

Como se sabe, quanto mais cedo o médico diagnosticar a doença, mais hipóteses os pacientes têm de recuperar. O primeiro passo para detectar os tumores nos seus estados iniciais já foi completo.

A tecnologia é baseada em chips microfluídicos, com pequenos canais apertados, onde circula uma amostra de sangue do paciente.

O chip marca as proteínas indicativas de cancro. A concentração medida dos marcadores de tumor no sangue ajudam o médico a diagnosticar a doença no seu estado mais inicial. Testes similares já existiam anteriormente, mas as suas medidas não eram tão precisas e apenas era possível detectar moléculas presentes no sangue em grandes quantidades. Além disto, os testes eram caros e tinham que ser levados para os laboratórios, o que demorava tempo, crucial nesta doença.

O projecto, financiado pelo Ministério alemão da Educação e Investigação e coordenado pelo Fraunhofer FIT, está a tentar desenvolver a matéria. As nanoparticulas biofuncionalizadas, desenvolvidas pelos cientistas do Fraunhofer Institute for Silicate Research (ISC) em Würzburg, são a peça chave no novo sensor.

“Onde eram necessárias cem moléculas numa certa quantidade de sangue para detectar os marcadores de tumor, hoje apenas precisamos de uma. Isto significa que as doenças podem ser diagnosticadas muito mais cedo do que com os presentes métodos”, explicou Jörn Probst, responsável pelo Business Unit Life Science no ISC.

O grupo de investigadores está a desenvolver o primeiro demonstrador de quatro biosensores independentes. Os especialistas estão ainda a trabalhar na detecção simultânea de vários marcadores de tumores, que vão aumentar a clareza dos testes.

O sistema estará pronto para entrar no mercado nos próximos cinco anos.

Artigo original em: Portal da Oncologia Português

Transplante de medula óssea benéfico em casos mais graves de leucemia

Os pacientes com leucemia, que realizam um transplante de células estaminais do sangue, sobrevivem em média tanto tempo como aqueles que se submetem a um procedimento mais invasivo de transplante da medula óssea, afirmam cientistas esta segunda-feira, cita a agência Reuters.

Mas os pacientes com formas mais graves de leucemia podem beneficiar do transplante da medula óssea, dizem os autores do estudo.

O transplante de medula óssea envolve a recolha de células estaminais da medula óssea. No transplante de células estaminais periféricas, as células são recolhidas do sangue periférico, evitando algumas das complicações da recolha de células da medula óssea.

Investigadores da Universidade de Medicina Charité, em Berlim, na Alemanha, analisaram as taxas de sobrevida em 329 pacientes de 42 centros de transplante em 13 países da Europa, Israel e Austrália.

Os cientistas descobriram que as taxas de sobrevivência após dez anos foram similares: 49,1% para os receptores de células estaminais e 56,5% para os que receberam células da medula óssea.

Os resultados mostram que houve "diferenças notáveis na sobrevida em pacientes com leucemia aguda", revela o estudo publicado na revista médica The Lancet Oncology.

Após dez anos, os doentes com leucemia linfoblástica aguda tiveram uma probabilidade de sobrevida de 28,3% após transplante de medula óssea, em comparação com 13% após transplante de células estaminais periféricas. Em pacientes com leucemia mielóide aguda as probabilidades foram de 62,3% e 47,1% respectivamente.

Artigo original em: Portal de Oncologia Português

Plano de Actividades para 2010

Plano de Act. 2010
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