Colheita de Sangue - Domingo 8 de Março


Protocolo Instituto Optico


Além das Consultas Gratuitas, os Dadores inscritos no Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Almeirim assim como os seus familiares, têm ainda os seguintes descontos:

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Dúvidas

Todos nós temos as nossas dúvidas em relação à dádiva de sangue. Também todos nós achamos heróico o acto de salvar vidas e gostaríamos de o fazer.
E podemos fazê-lo através de um acto tão simples como o de dar sangue. No entanto, pequenas questões que revelam grandes receios podem comprometer esta nossa vontade de salvar alguém. Leia aqui algumas das dúvidas mais comuns em relação à dádiva de sangue.

Depois de as esclarecer, salve vidas!
  1. Para dar sangue, terei que fazer uma inscrição prévia?
    Não. Para dar sangue basta aparecer quando quiser e lhe for oportuno! Considere-se convidado desde já. Este convite silencioso não é formal, é real: é-lhe dirigido por todas as crianças e adultos que carecem de sangue ou dos seus componentes, pelas vítimas de acidentes de trabalho ou rodoviários, por todos aqueles que aguardam disponibilidade de sangue para serem operados e que, por isso, ocupam uma cama que muitos precisariam de utilizar em tempo útil.
  2. Eu já tive várias doenças no passado. Poderei ser dador de sangue?
    A sua dúvida poderá ser esclarecida junto do seu médico assistente. No entanto, ao oferecer-se para dar sangue, será submetido a um exame clínico no decurso do qual o médico lhe aconselhará a atitude correcta, sempre pensando na preservação da sua saúde e bem-estar.
  3. O sangue doado não irá fazer-me falta?
    Não. Num adulto normal existem entre 5 e 6 litros de sangue. Uma pessoa saudável pode dar sangue regularmente sem que esse facto prejudique a sua saúde. No decorrer da dádiva ser-lhe-ão colhidos cerca de 450ml de sangue, o que corresponde a menos de 10% do volume total de sangue do seu organismo.
  4. O meu tipo sanguíneo será mesmo necessário? Todos os tipos de sangue são necessários, mesmo aqueles que são mais comuns. Basta que se lembre que você mesmo pode precisar de sangue!
  5. Conseguirei ultrapassar o meu receio de dar sangue?
    Uma grande parte das pessoas sentem receio de dar sangue quando vão efectuar a sua dádiva pela primeira vez. Mas, logo depois perdem esses receios e a dádiva de sangue torna-se natural e simples. Observe o à-vontade e a descontracção das pessoas que regularmente vão dar sangue e tire as suas conclusões.
  6. Ainda não atingi a maioridade. Poderei dar sangue? Não. Para ser dador de sangue, terá de ter idade compreendida entre os 18 e os 65 anos (até aos 60 anos se for uma primeira dádiva) e ter hábitos de vida saudáveis.
  7. O meu peso será suficiente para ser dador de sangue?
    Qualquer pessoa com peso igual ou superior aos 50 kg pode dar sangue. Confie no critério experimentado e seguro do especialista que lhe vai fazer o exame clínico.
  8. Já dei sangue este ano. Posso repetir a dádiva?
    Sim. Pode repetir a dádiva sem qualquer inconveniente para a sua saúde e bem-estar. Qualquer pessoa pode dar sangue várias vezes por ano (os homens de 3 em 3 meses e as mulheres de 4 em 4 meses). Esta informação tem uma base científica segura e recolhe uma vasta experiência de muitos anos, abarcando milhões de dádivas em todas as partes do mundo.
  9. É permitida a venda de sangue?
    Não. A venda ou comercialização do sangue está proibida por lei. Apenas poderão ser cobradas as despesas relativas ao processamento do sangue, isto é, os custos de material e exames laboratoriais necessários à preparação do sangue, para que este possa ser transfundido com a maior segurança.
  10. Após a dádiva sentir-me-ei enfraquecido?
    Não. Apenas lhe são colhidos cerca de 450ml de sangue. As proteínas e as células sanguíneas existentes neste volume são rapidamente repostas em circulação pelo organismo. Momentos após a dádiva de sangue, qualquer pessoa pode voltar à sua ocupação normal. Contudo, algumas actividades como por exemplo as exercidas por pilotos de avião, maquinistas de comboio e mergulhadores não devem ser exercidas nas horas seguintes à dádiva.
  11. Sei que já existem muitas pessoas que dão sangue. A minha dádiva irá fazer diferença?
    É verdade que já existem muitas pessoas que dão sangue, mas a procura de sangue, de componentes e derivados não pára de aumentar, graças aos progressos da ciência médica e à crescente extensão dos benefícios de uma assistência que se pretende de melhor qualidade, a um número cada vez maior de pessoas. As necessidades terapêuticas dos doentes exigem cada vez mais dadores, isto é, pessoas em boas condições de saúde e com hábitos de vida saudáveis, como você.
  12. Onde posso dar sangue?
    Muito facilmente: dirija-se ao Instituto Português do Sangue,IP – Centros Regionais de Sangue de Lisboa, Porto e Coimbra ou ao Hospital mais próximo, com serviço de colheita. A sua visita será sempre bem recebida e terá todas as informações que desejar.
  13. Não tenho muito tempo livre. Quanto tempo terei de dispender para dar sangue?
    Todo o percurso da dádiva iniciando-se na inscrição, passando pela triagem clínica, colheita e terminando na refeição, demora cerca de 30 minutos. Se por um instante pensar no bem que faz com a sua dádiva de sangue, rapidamente concluirá que a falta de tempo não é uma boa razão: verá que não está tão ocupado como julga.
  14. Poderei ser recusado como dador de sangue?
    Sim. Poderá ficar suspenso por múltiplas razões. Por isso é que a triagem clínica se reveste de tanta importância pois aqui o médico, ao avaliar o seu estado geral de saúde, procura salvaguardar o seu bem-estar e o do receptor.
  15. A dádiva de sangue é uma obrigação?
    Ninguém é obrigado a dar sangue e ninguém deve ser pressionado a isso. A dádiva de sangue é um acto livre e voluntário de pessoas de bem, habituadas a pensar nos outros. Nas esqueça, no entanto, que muitas pessoas precisam do sangue que só você pode dar, porque é saudável!
  16. Se algum dia precisar de sangue, ao recorrer a um serviço privado terei acesso ao sangue que necessitar?
    Sim. Todos os cidadãos, independentemente das condições económicas e sociais em que se encontrem e da Instituição de saúde onde se encontrem hospitalizados, têm igual acesso à utilização terapêutica do sangue dos seus componentes e derivados. No entanto, cabe aos cidadãos, o dever social de contribuírem para as necessidades colectivas em sangue. Para que tudo funcione bem e sem riscos, o sangue deve estar à espera do doente e não o contrário.
  17. Será que o meu sangue presta?
    Uma amostra do seu sangue será analisada. Se for detectada alguma alteração ser-lhe-á dado conhecimento e informação sobre as medidas a tomar.
  18. Causa-me transtorno deslocar-me para dar sangue. Haverá outra forma de poder contribuir com a minha dádiva?
    Pode escolher o dia e a hora que mais lhe convier. Nos Centros Regionais do Instituto Português do Sangue,IP pode dar sangue: Lisboa - dias úteis e Sábados das 8:00h às 19:30h; Porto - dias úteis das 9:00h às 19:00h e Sábados das 9:00h às 13:00h; Coimbra - dias úteis das 8:00h às 20:00h e Sábados das 8:00h às 13:00h. Com os exames prévios e a dádiva em si, o tempo despendido em média é de 30 minutos. No entanto, se de todo for impossível, contacte-nos. Poderemos ir ao seu local de trabalho, particularmente se quiser colaborar connosco, divulgando esta ideia e motivando alguns colegas de trabalho a dar também sangue.
  19. Poderei dar sangue apenas quando alguém próximo de mim precisar dele?
    Sim. No entanto, lembre-se de que um dia pode precisar de sangue e será alguém desconhecido para si, que o ajudará. Em situações de catástrofe, geralmente, não falta o sangue. As carências reais, muitas vezes dramáticas, sentem-se no dia-a-dia dos serviços de sangue. Na verdade, algo está mal se é o doente que está à espera do sangue e não o sangue à espera do doente.
  20. Poderei ausentar-me do meu local de trabalho para dar sangue? Sim. Desde que lhe seja concedida autorização para o afastamento das suas actividades. Informe-se, junto sa sua entidade patronal, sobre as respectivas condições.

Cuidados pós-dádiva

  • As proteínas e as células sanguíneas são rapidamente repostas pelo organismo e não são requeridos cuidados especiais, havendo, contudo, alguns conselhos importantes para que possamos contar consigo para uma próxima dádiva.
  • No final da colheita exerça uma pressão forte no local da punção, durante cerca de 5 minutos, para que a hemostase se faça de forma eficaz.
  • Tome cuidado ao levantar-se da cadeira de colheita evitando fazer força e dobrar o braço nas duas horas seguintes. Desta forma, ajuda a evitar o sangramento ou o aparecimento de hematoma. Em caso de sangramento, deverá exercer pressão no local e aplicar penso protector. E em caso de hematoma, deverá aplicar gelo no local, com precaução, para evitar queimadura pelo frio.
  • Ingerir uma refeição ligeira após a dádiva.Manter a manga “ arregaçada” enquanto estiver a tomar uma refeição ligeira no pós- dádiva e só vestir o casaco após a refeição, para uma maior vigilância do local da punção.
  • Não retirar o penso do local da punção durante, pelo menos, quatro horas.Reforçar a ingestão de líquidos nas doze horas seguintes para ajudar na reposição da parte líquida dispendida na dádiva.
  • Não é recomendada a ingestão de bebidas alcoólicas.
  • Evitar fumar durante uma hora após a dádiva, uma vez que o monóxido de carbono que é libertado ao fumar, reduz o oxigénio disponível, podendo ocorrer uma indisposição.
  • Evitar expor-se ao sol, ou permanecer demasiado tempo em pé.
  • Evitar locais mal ventilados.
  • Evitar actividade muscular intensa nas doze horas seguintes tais como trabalhos na construção civil, condução de máquinas e actividades desportivas que exigem um esforço do organismo que, estando ainda em fase de recuperação, poderá não ter capacidade de resposta.
  • Evitar outras actividades como trabalhos em altura, mergulho, pilotar aviões.
  • Só poderá retomar estas actividades após um período de repouso de vinte e quatro horas .

Plano Actividades 2009


O que é o Sangue?

O sangue é um tecido constituído por várias células sanguíneas, suspensas num líquido chamado plasma. O plasma é constituído por água, sais minerais, moléculas hidrossolúveis como por exemplo a glucose e proteínas. As células sanguíneas são os Glóbulos Vermelhos ou Eritrócitos, os Glóbulos Brancos ou Leucócitos e as Plaquetas. É a medula óssea que se encarrega da produção das células sanguíneas, as quais são constantemente renovadas. O sangue tem funções muito importantes e complexas entre as quais o transporte de oxigénio, nutrientes, hormonas, dióxido de carbono e outros produtos do catabolismo.
Glóbulos Vermelhos ou Eritrócitos
Os Glóbulos Vermelhos ou Eritrócitos têm a particularidade de serem elásticos e deformáveis, permitindo assim um fluxo normal dentro dos vasos sanguíneos. Têm na sua membrana exterior elementos que são específicos para cada indivíduo, são herdados de pais para filhos e permitem diferenciar as células de uma pessoa das de outra pessoa – são os grupos sanguíneos. Os mais importantes na transfusão sanguínea são o sistema AB0 e Rh.
Glóbulos Brancos ou Leucócitos
Habitualmente os glóbulos brancos não são utilizados em terapêutica com componentes sanguíneos. Mas, por outro lado, alguns dados científicos associam a presença de glóbulos brancos ou leucócitos a reacções desfavoráveis e apontam para a hipótese de os leucócitos poderem também constituir um modo de transmissão do agente causador da variante humana da doença das vacas loucas, chamada variante da doença de Creutzfeldt-Jakob. Embora não esteja comprovada a transmissão das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis, nomeadamente a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob através da transfusão de sangue, não existem provas suficientes que nos permitam excluir totalmente esta possibilidade, pelo que, e por medida de precaução, os componentes a transfundir são desleucocitados por métodos eficazes (filtros).
Plaquetas
As Plaquetas são as células mais pequenas do sangue tendo cerca de 1/3 do diâmetro dos Glóbulos Vermelhos. São elas que actuam de imediato quando há uma hemorragia, formando o rolhão plaquetário que vai parar a hemorragia, tendo um papel muito importante na coagulação sanguínea.

História da transfusão

As primeiras experiências
O passo mais importante na história da transfusão foi a descoberta da circulação do sangue por W.Harvey em 1613. A partir daqui ganhou outro impacto aquilo que havia sido escrito pelos gregos e pelos cristãos que o sangue era vida e que podia curar doenças.

Algumas experiências de transfusão directa de sangue, entre animais, só vieram a ter lugar a partir de 1665, com Lower.Dois anos mais tarde verificou-se a primeira reacção transfusional hemolítica num doente que recebeu sangue incompatível. A incompatibilidade verificada causou a morte de muitos doentes, o que veio a determinar a proibição das transfusões de sangue em 1678.

Face a isto, só um século mais tarde se volta a falar da transfusão. Blundell, em 1818, utilizou sangue do próprio doente – transfusão autóloga – e de outros seres. A terapêutica umas vezes era bem sucedida, outras não, tendo alguns doentes apresentado problemas após transfusão que conduziram à sua morte.
A descoberta do sistema AB0
A causa destes incidentes só veio a ser descoberta em 1900 quando K.Landsteiner identificou que os eritrócitos de algumas pessoas ficavam aglutinados quando em contacto com o plasma ou o soro de outras. Foi a descoberta da substância A e B do Sistema AB0. Três anos mais tarde classificou os grupos sanguíneos em A, B e 0 e só alguns anos depois foram feitas as primeiras provas de compatibilidade antes de uma transfusão.

Desde então, o avanço tecnológico e científico nesta área tem conhecido novos e importantes desenvolvimentos, o que tem permitido uma maior eficácia e rentabilização do sangue, permitindo o tratamento dos doentes com componentes sanguíneos de acordo com a sua deficiência.
A generalização da transfusão
A generalização da prática de transfusão de sangue, em Portugal e no Mundo, aconteceu verdadeiramente na última metade do século XX. A transfusão de sangue adquiriu grande importância como método terapêutico no tratamento de doentes e sinistrados, o que determinou a criação de uma rede nacional mobilizadora da dádiva de sangue na comunidade e orientadora dos diferentes intervenientes na transfusão, com respeito das exigências e necessidades, então, sentidas.

Analises ao Sangue dos Dadores


Todas as Dádivas de Sangue efectuadas são sujeitas a análises clinicas, sendo que o resultado das mesmas são enviadas posteriormente aos Dadores.

Assim, decorridas algumas semanas, receberás em casa uma carta do IPS, com uma informação semelhante a esta:



Os significados destas siglas, para quem não está familiarizado com designações técnicas, são de forma simplificada, os seguintes:


ALT - Transaminases (Enzimas do Figado) - normal <31>


Anti-HCV - Hepatite C


Ac Trep pallidum IgC - Sifilis


Anti-HTLV1/2 - Leucemia/Linfoma de celulas T e Paraparesia


Anti-HBs - Hepatite B


Anti-HBc - Hepatite B (Antígeno Austrália)


Anti HIV1/2 - Virus HIV (que desencadeia a SIDA)


TAN HIV/HCV/HBV - Teste de ácido nucleico para os 3 virus

Sempre que as análises se desviem dos valores considerados normais, deverás consultar o teu médico, sendo que essa informação consta na carta que acompanha as análises.

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