Sangue da menstruação pode reparar problemas cardíacos

"TÓQUIO (AFP) — O incômodo que para muitas mulheres representa o ciclo menstrual pode ser compensado no futuro pelo poder de cura de seu sangue, aplicável a corações debilitados, segundo pesquisadores japoneses.
Os cientistas estudaram o sangue da menstruação de nove mulheres e se concentraram em um tipo de célula que atua de maneira similar às células-tronco.
Aproximadamente 20% das células menstruais começaram a pulsar espontaneamente três dias depois de serem introduzidos in vitro em células de coração de ratos.
As primeiras formaram posteriormente uma espécie de capa própria do tecido muscular do coração.
A proporção de sucesso é 100 vezes maior que a obtida com células-tronco extraídas da medula humana (entre 0,2% e 0,3%), segundo Shunichiro Miyoshi, cardiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Keio, e um dos autores da pesquisa.
As experiências posteriores revelaram que o estado dos ratos que sofreram ataques cardíacos melhorava após receber células procedentes do ciclo menstrual.
Miyoshi afirmou que as mulheres podem utilizar o próprio sangue da menstruação.
"É possível desenvolver um sistema no futuro próximo..."
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Células induzidas curam lesões cardíacas em animais

"Investigadores norte-americanos utilizaram pela primeira vez células embrionárias induzidas para reparar lesões cardíacas em ratos, revelou um estudo divulgado hoje pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Os cientistas do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, nos Estados Unidos de América (EUA), destacam no relatório que os resultados obtidos podem levar à criação de sistemas para curar lesões provocadas por um ataque cardíaco ou alguma outra doença. "O potencial clínico é enorme", afirmou Jay Schneider, professor auxiliar de Medicina Interna e autor do estudo. O investigador lembrou que, apesar dos progressos no tratamento e prevenção dos ataques cardíacos, o coração não pode reparar-se por si próprio depois..." ver mais

Cientistas americanos desenvolvem droga que combate efeitos nocivos da radiação

"Investigadores norte-americanos estão a desenvolver uma droga capaz de proteger macacos e ratinhos contra os efeitos negativos da radiação. A droga pode vir a ser utilizada durante o tratamento do cancro e no caso de alguém ser exposto a uma fonte de radiação, segundo o estudo, publicado na edição de hoje da revista "Science".Andrei Gudkov, um dos autores do estudo, explica que o grupo tentou “bloquear as intenções de suicídio das células” depois de receberem uma dose de radiação. Segundo o investigador, que pertence ao Instituto Roswell Park Cancer na cidade de Bufalo, no estado de Nova Iorque, a radiação despoleta uma morte programada das células a que se dá o nome de apoptose. Esta programação impede as células de se tornarem cancerígenas mas compromete a função dos vários tecidos.O composto, chamado CBLB502..." ver mais

Proteína da Hepatite C pode prevenir infecção por HIV

"Uma equipa do Scripps Research Institute, nos Estados Unidos, descobriu que uma proteína do vírus da Hepatite C, o peptídeo C5A, é capaz de prevenir a infecção pelo vírus HIV. O estudo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A equipa, liderada por Philippe Gallay, descobriu que o peptídeo C5A é capaz de impedir a entrada do vírus da Sida nas células de defesa do organismo e que não as danifica. Este peptídeo também evita que o HIV alcance as células da zona genital, impedindo o contágio por via sexual. No artigo, os cientistas reforçaram o facto de a base de funcionamento do C5A ser diferente de todos os fármacos à base de proteínas desenvolvidos até ao momento para a prevenção da Sida."

Sangue de crocodilo pode ajudar a criar antibióticos mais poderosos

"Proteínas encontradas no sangue de crocodilos podem ajudar na criação de antibióticos para lutar contra infecções associadas a úlceras diabéticas, queimaduras graves e super-bactérias resistentes aos fármacos tradicionais. As descobertas foram anunciadas no encontro nacional da American Chemical Society, realizada esta semana em Nova Orleães. A equipa de investigadores da McNeese State University na Louisiana, liderada por Mark Merchant, recolheu amostras de sangue de crocodilos americanos depois de injectar uma substância para estimular o sistema imunitário dos animais. Depois, isolaram os leucócitos (células brancas do sangue) que combatiam infecção e retiraram as proteínas. Em testes laboratoriais, pequenas quantidades da proteína extraída dos animais conseguiram aniquilar uma grande variedade de bactérias, incluindo as Infecções por Staphylococcus aureus Resistentes à Meticilina (MRSA). Os investigadores agora querem descobrir qual a exacta estrutura química das proteínas do sangue do crocodilo, de modo a que se desenvolvam novos antibióticos. Os cientistas também estudam a possibilidade de usar as proteínas para desenvolver tratamentos contra o HIV, dado que, em laboratório, os leucócitos conseguiram destruir o vírus.

Investigação: Projecto de regenerão de neurónios na medula espinhal recebe prémio da Gulbenkian

"O projecto em causa é liderado por Filipe Monteiro, investigador do Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Em comunicado, a FMUP acrescenta que este projecto de investigação "pretende descobrir novas informações sobre o circuito da dor".
Adianta ainda que a investigação poderá "abrir portas para a cura de lesões da medula espinhal que são, actualmente, irreversíveis".
"Caso se obtenham os resultados esperados, a Faculdade de Medicina pode gerar conhecimentos que permitam desenvolver analgésicos e avaliar a possibilidade de regenerar neurónios da medula espinhal", acrescenta.
O trabalho consistirá na identificação de genes ..."
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