COMUNICADO À IMPRENSA - Presidente do IPS
COMUNICADO À IMPRENSA
O Instituto Português do Sangue, IP tem por missão regular, a nível nacional, a actividade da medicina transfusional e garantir a disponibilidade e acessibilidade de sangue e componentes sanguíneos de qualidade, seguros e eficazes, tendo sido fornecido, no ano passado, cerca de 260 mil unidades aos Hospitais portugueses, mantendo assim a auto-suficiência do país em matéria de componentes sanguíneos.
O sangue e todos os seus componentes são um bem precioso, cuja qualidade é reconhecida internacionalmente. O IPS, IP está a iniciar o processamento de plasma, tendo já reactivado as câmaras de frio existentes em Lisboa para o efeito.
O IPS, IP não destrói o sangue dado benevolamente pelos portugueses. Apenas um dos seus componentes, o plasma, não é utilizado de forma total, pois o seu processamento foi inviabilizado por impedimentos processuais, que transcendem a Instituição. Essa utilização foi protelada, até 2007, pela subsistência de receios em relação à transmissão da variante humana do prião Creutzfeld-Jacob. Em 2008 teve inicio um concurso público internacional para permitir o processamento do plasma e o seu fraccionamento. Esse concurso, de elevada complexidade técnica, deverá ser retomado em breve.
A partir de Setembro os Hospitais portugueses terão ao seu dispor plasma português, cujas necessidades se estimam em 90 mil unidades por ano, ultrapassando esta questão.
Em nome de todos os doentes que nos Hospitais precisam de sangue para ter mais e melhor qualidade de vida, agradecemos o vosso contributo na dádiva de sangue, pois este gesto de solidariedade não tem preço.
Álvaro Beleza
Presidente do Conselho Directivo
Instituto do Sangue vai substituir os actuais cartões do Dador
O Instituto Português do Sangue admite que o Cartão de Dador não é fiável e, por isso, a partir de Julho serão emitidos novos cartões. Um dos problemas está na dificuldade de leitura do actual cartão, que faz com que alguns centros de saúde cobrem taxas moderadoras aos dadores de sangue.
“Havia queixas de muitos dadores que tinham direito à isenção e isso não lhe era reconhecido no centro de saúde”, afirmou o presidente do Instituto Português do Sangue, à TSF. Álvaro Beleza reconheceu, ainda, a existência de alguns “abusos”.
As pessoas que doarem sangue pelo menos duas vezes por ano têm direito à isenção das taxas moderadoras. No entanto, os problemas na leitura do cartão de dador estão a colocar em causa a aplicação deste benefício. O Instituto Português do Sangue decidiu, por isso, passar uma declaração temporária até que o novo cartão seja emitido.
A troca do cartão será gradual, mas o Instituto Português do Sangue espera ter 300 mil novos cartões de dador até ao fim do ano. Álvaro Beleza adiantou que o investimento vai rondar os 70 mil euros. Já no que diz respeito ao caso dos dadores homossexuais, garantiu que a lei portuguesa não os proíbe de dar sangue, mas admitiu que possa haver médicos a fazerem essa discriminação.
Mais do que a orientação sexual do dador, o presidente do Instituto Português do Sangue está preocupado com o número de parceiros sexuais. Álvaro Beleza, citado pela mesma rádio, defende que qualquer dador com mais de um parceiro por ano deve ser excluído.
Artigo em: Público.pt
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