Dar Sangue: Aférese

Na Dádiva de Sangue Total, são colhidos ao dador 450 ml de sangue. Este sangue (sangue total) vai para o laboratório de Separação de Componentes e é centrifugado para se obterem componentes sanguíneos:

- Concentrado Eritrocitário (CE)

- Concentrado Plaquetário (CP)

- Plasma Fresco (PF)


A Dádiva por Aférese é uma forma diferente de dar sangue, pois colhem-se os componentes sanguíneos com a ajuda de um equipamento automático designado separador celular. É uma colheita mais demorada (40 a 50 minutos).

Os componentes que se obtêm são designados por:

- CPA (Concentrado de Plaquetas de Aférese)

- CEA (Concentrado Eritrócitos de Aférese)

- PFA (Plasma de Aférese).


Como se processa a dádiva?

A colheita por aférese é uma colheita automática, que é feita com a ajuda de um separador celular, que se programa previamente de acordo com as características físicas e hematológicas do dador (e a disponibilidade do dador) para colher o(s) componente(s) necessário(s).

Tal como na colheita de Sangue Total, o dador é puncionado num só acesso venoso: o sangue sai, é anticoagulado, circula no interior de um kit instalado no separador celular e são separados (colhidos) os componentes previamente seleccionados, reinfundindo no dador os restantes. Os componentes obtidos por aférese não necessitam de nenhum processamento laboratorial e estão prontos a serem enviados aos hospitais e transfundidos ao doente (depois de se terem efectuado as análises ao sangue do dador).


Por outro lado, um Concentrado de Plaquetas de Aférese (CPA), obtido por aférese, é equivalente a 4 ou 5 Concentrados de Plaquetas (CP), obtidos a partir de dadores de sangue total. Desta forma, com a boa vontade e disponibilidade de um dador de aférese, conseguimos transfundir um doente que necessite de plaquetas, enquanto necessitamos de 4 ou 5 dádivas de Sangue Total para transfundirmos um doente nas mesmas circunstâncias.

No Centros Regionais de Sangue do Instituto Português do Sangue, IP, realizam-se três tipos de colheita por aférese. São elas:

Plaquetaférese: Dádiva de plaquetas por aférese. Estas são pequenas células sanguíneas que controlam a hemorragia.

Destinam-se a doentes com leucemias, linfomas, cancro, doentes sujeitos a cirurgias cardíacas ou transplante de medula óssea.

São substituídas 48h após a dádiva. Demora aproximadamente 40 m.

Eritraférese: Dádiva de glóbulos vermelhos por aférese. São células do sangue que têm como função transportar o oxigénio.

Destinam-se a doentes politraumatizados, submetidos a cirurgias, doentes transplantados, com doenças crónicas como leucemia ou outras formas de cancro. Podem ser colhidos 1 ou 2 concentrados de eritrócitos de aférese, numa só dádiva e decorridos 3 ou 6 meses, a dádiva pode ser repetida com segurança. Este procedimento demora cerca de 25 a 30 minutos.

Plasmaférese: Dádiva de plasma por aférese. Componente líquido do sangue que contém as proteínas plasmáticas.

É composto essencialmente por água e é reposto pelo organismo em 24h. É administrado a doentes traumatizados, queimados, receptores de transplante de órgãos e doentes com alterações de coagulação.

Consoante as características do dador, e de acordo com a disponibilidade de tempo, pode-se colher um só componente (por exemplo, plaquetas - CPA) ou mais do que um componente (CPA+CEA e CPA+PFA). É a chamada colheita multicomponente.

Para ser dador por aférese terá que:

• Ter dado, pelo menos, duas vezes sangue sem qualquer tipo de reacção adversa;

• ter idade superior a 18 anos, pesar mais de 50 kg e ser saudável;

• não possuir história pessoal ou familiar de hemorragias e tromboses;

• não ter ingerido aspirina nos últimos 5 dias ou algum anti-inflamatório não esteróide nos últimos 3 dias.

Ao dador de aférese é feita uma consulta em que é explicado minuciosamente o procedimento e é efectuada uma avaliação clínica e laboratorial global. A avaliação do dador é fundamental, com critérios de selecção rigorosos, envolvendo também uma avaliação analítica (a realização de um hemograma e o estudo da coagulação, bioquímica) uma vez que a selecção do(s) componente(s) a colher depende do seu perfil analítico. Se o dador reunir as condições necessárias para a Dádiva por Aférese, é marcada a data e hora da colheita em função da sua disponibilidade.

Fonte: Instituti Português do Sangue

E se dar sangue fizesse parte das praxes universitárias?

O novo presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), Álvaro Beleza, quer instituir a praxe de doação de sangue nas universidades.

Álvaro Beleza disse à Lusa que vai propor às universidades do país a criação de uma «praxe de iniciação» de doação de sangue para motivar as camadas jovens a doar, porque os dadores estão a envelhecer.

O médico lamenta que a idade média dos dadores de sangue ronde os 50 anos e dá como bom exemplo a Associação de Dadores de Arraiolos, no Alentejo, onde 10 por cento da população doa sangue anualmente e onde aos 18 anos os jovens o fazem como uma espécie de ritual de iniciação à idade adulta.

De acordo com o que o médico declarou à Lusa, o IPS colhe todos os anos cerca de 250 mil unidades de sangue (60 por cento) e os hospitais portugueses cerca de 150 mil unidades, mas o presidente quer que o instituto processe 80 por cento do sangue colhido.

Embora as reservas de sangue nacionais estejam consideradas satisfatórias, o consumo de sangue tem vindo a crescer. Álvaro Beleza relembra ainda que a dádiva de sangue funciona para o dador como uma espécie de «check up» anual.

O sistema de sangue português é um dos mais auditados no sector da saúde e também um dos dez melhores do mundo, refere o médico, sublinhando que existem vários protocolos de investigação com grandes laboratórios mundiais.

Sobre a polémica da doação de sangue por homossexuais, Álvaro Beleza refere que o assunto é uma «não questão», e diz que o importante nas dádivas é que os dadores tenham uma vida sexual «estável» e «com apenas um parceiro».

Artigo em TVI24.iol.pt

Boletim Infodigital Fevereiro 2011

Campanha de doação Randstad - IPO de Lisboa







“Ajude-nos sendo amigo, em troca recebermos um sorriso” - este é o slogan da nova campanha de doação Randstad – IPO de Lisboa. Através da rede social Facebook, por cada novo fã da Randstad Portugal, a empresa oferece 1 euro ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa. A iniciativa espera reunir muitos amigos com vontade de ajudar o IPO .


 

Doação em Chaves - Kits para medula esgotaram

O Centro de Histocompatibilidade do Norte vai voltar a promover uma campanha de recolha de medula óssea, em Chaves, no próximo sábado. Isto depois de os mil kits disponibilizados no domingo terem sido insuficientes para a quantidade de pessoas que responderam ao pedido dos pais de Igor, um menino que sofre do síndrome mielodisplásico.

Na região do Alto Tâmega (Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar), foram muitos os que quiseram ajudar a criança de sete anos e compareceram por isso de forma massiva nos Bombeiros Voluntários de Chaves para a recolha de amostras de sangue.

Com tanta gente a querer ajudar o Igor, o Centro de Histocompatibilidade do Norte vai repetir a recolha , no mesmo local, entre as 10h00 e as 16h00.

Podem ser dadores todas as pessoas entre os 18 e os 45 anos que tenham um peso superior a 50 quilos.

Noticia em: Correio da Manhã

Cão detecta com eficácia cancro do intestino

Investigação pode abrir portas à criação de um "nariz canino electrónico"

Labrador fez detecção do cancro através do cheiro do hálito e amostras de fezesQuem sabe se daqui a uns anos não haverá, nos consultórios médicos, cães para fazerem um diagnóstico do cancro do intestino? Não é um cenário provável, mas, de acordo com um estudo publicado na revista médica "British Medical Journal" (BMJ), através do olfacto, estes animais são capazes de detectar com grande precisão a doença, mesmo num estado inicial.

Investigadores do Departamento de Cirurgia da Universidade de Kyushu, no Japão, verificaram que os cães são capazes de farejar os componentes químicos que correspondem a alguns tipos específicos de cancro e que circulam no corpo humano.

Esta descoberta, embora não vá trazer os cães para a prática clínica, abre portas ao desenvolvimento de testes que detectem as doenças oncológicas antes de se propagarem pelo corpo.

Faro mais eficaz do que testes tradicionais

Os cientistas fizeram experiências com um labrador treinado, que realizou durante vários meses testes de olfacto, entre os quais farejar amostras de fezes ou o cheiro do hálito dos participantes do estudo - 48 pacientes com cancro do intestino e 258 pessoas que não tinham a doença.

Em 36 testes com amostras de hálito, Marine, o cão de oito anos, identificou com sucesso 33 vezes as pessoas com cancro , acertando também em 37 dos 38 testes feitos com amostras de fezes. Mesmo casos em que o cancro do intestino estava num estado inicial foram detectados, o que para a medicina ainda é difícil.

Os investigadores referiram ainda que o facto de as pessoas fumarem ou terem outro tipo de problemas (que potencialmente poderiam interferir ou “mascarar” o odor exalado pelas células cancerígenas), não representa qualquer problema para o cão, como já constataram outras investigações que recorreram a estes animais para farejar o cancro da bexiga, do pulmão ou da pele.

Apesar da eficácia do faro de Marine, os autores do estudo admitem que a utilização de cães para a detecção do cancro é pouco prática e dispendiosa. No entanto, esta descoberta abre portas ao desenvolvimento de um sensor, que funcionará como um “nariz canino electrónico”, para a realização de testes que identifiquem o cancro pelo odor.

Segundo Hideto Sonoda, que coordenou o estudo, “pode ser difícil introduzir o julgamento do faro canino na prática clínica devido ao custo e ao tempo necessários para treinar o cão. A habilidade do faro pode variar entre os cães e também no mesmo animal, dependendo dos dias ”.

Noticia em: Ciência Hoje

Menina de nove anos precisa de transplante de medula óssea

A Maria Augusta Sousa tem nove anos e é diabética insulinodependente. Entretanto, no dia 13 de Dezembro de 2010 foi-lhe diagnosticada uma leucemia linfoblástica aguda, tipo B. A menina está a ser seguida no IPO de Lisboa e a fazer quimioterapia, mas precisará de um transplante de medula óssea, depois de terminar os ciclos que ainda tem pela frente.

O seu único irmão não é compatível, pelo que a vida dela depende do seu “irmão de sangue”. Quantos mais dadores houverem, mais possibilidades haverá de encontrar o “irmão de sangue” da Maria e de muitas outras pessoas, cuja sobrevivência passa por um transplante de medula óssea.

“Já sabemos que a leucemia aparece sem se fazer anunciar, por isso apelamos, mais uma vez, a quem ainda não é Dador de Medula, que se inscreva no CEDACE”, sublinha a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), na sua página do Facebook, explicando que “ao inscrever-se significa que os seus dados ficam registados numa base mundial e que será contactado (‘activado’) se, existir alguém, algures, que precise de si para sobreviver”.

É um verdadeiro gesto de solidariedade e um investimento no futuro. “Hoje precisa a Maria Augusta, amanhã poderá tocar a qualquer um de nós próprios ou da nossa família. Quem ainda não é dador, pare para reflectir um pouco sobre este tema e informe-se. Ser dador é extremamente simples e totalmente indolor”, continua o apelo da associação.

Para informações adicionais consulte o site da APCL.

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