Mieloma múltiplo afecta cada vez mais gente nova

"O mieloma múltiplo é um cancro raro, que pode surgir à volta dos 65 anos, mas afecta em número crescente pessoas jovens. Uma associação sedeada no Porto quer expandir-se no apoio que vem prestando a doentes com esta patologia.

Apoio psicológico a familiares e também algum apoio material para que os tratamentos sejam mais eficazes. Estas são vertentes de actuação da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas. João Salazar, o seu presidente, foi sensibilizado para este tipo de intervenção no voluntariado a partir da doença de um seu familiar, anos atrás. Hoje é também presidente recém-eleito da Plataforma Europeia para o Mieloma, instituição gerida por doentes e familiares.
Tal como a leucemia e o linfoma, o mieloma é um cancro do sangue. Mas é bastante mais raro, surgindo quatro casos em cada cem mil pessoas. Em Portugal surgem, em média, cerca de 300 novos casos por ano. As outras duas patologias do sangue vêem crescer o número de pacientes entre 1.300 a 1.500 por ano.

João Salazar sublinha que "apesar de o mundo estremecer" para o doente quando lhe é feito o diagnóstico, "já se pode viver com o mieloma durante anos como com uma doença crónica". O apoio da família é central, "até porque superar os tratamentos não é fácil". Daí que a associação a que preside preste apoio psicológico a familiares, através de profisssionais voluntários. Outro tipo de apoios é monetário, de cerca de 250 euros, nas situações em que o orçamento familiar põe em risco a compra de medicamentos ou de alimentação adequada.

Por enquanto, o apoio psicológico é apenas prestado no Norte, mas a associação está a tentar que , quanto mais não seja através do apoio de outras associações, ele abarque mais familiares.
Melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro é o centro de interesses da associação, que se empenha também nas acções de doação e recolha de medula óssea."
Artigo original em Jornal de Notícias

Ecopilhas inaugura Mega Pilhão na Praça da Figueira

"A Ecopilhas inaugurou na quarta-feira o Mega Pilhão, na Praça da Figueira, em Lisboa, que consiste numa estrutura de 40 metros quadrados, no topo da qual poderão ser depositadas as pilhas e baterias usadas. O recipiente estará acessível naquele espaço até ao próximo dia 9.

Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, o projecto tem como objectivo o aumento a consciencialização dos cidadãos não só para a importância da reciclagem das pilhas e baterias usadas, que, depositadas indevidamente, são nocivas para o ambiente.

O resultado da recolha através do Mega Pilhão reverterá a favor do Instituto Português do Sangue (IPS), alargando assim o protocolo da Ecopilhas com IPS, que já pressupõe que «todas as pilhas e baterias colocadas nos Pilhões a nível nacional já contribuem para a oferta de uma Unidade de Transporte de Sangue», explicou o director-geral da Ecopilhas, Eurico Cordeiro.

De acordo com dados do IPS, o número de doações tem vindo a crescer, sendo que já são asseguradas mais de 60% da necessidade dos hospitais em componentes sanguíneos. Em 2007, foram colhidas 206.641 unidades de sangue, mas, apesar do aumento, a missão da entidade ainda está longe de ser concluída.

Paralelamente ao Mega Pilhão, decorrerão diversas acções com vista à recolha de pilhas e baterias, mas também animação, como um concurso para premiar os mais criativos que entregarem este tipo de resíduos no local, uma acção de sensibilização e um concurso dirigido aos jardins-de-infância e escolas, e ainda actividades radicais de skate, bicicleta e patins em linha."
Artigo original em Diário Digital

120 mil dadores de medula óssea

"Os especialistas na doença oncológica leucemia estão satisfeitos com a forte adesão dos portugueses às campanhas esporádicas de recolha de medula óssea. A base tem neste momento 120 mil dados, tendo vindo a aumentar nos últimos anos o número de doentes que recebeu transplante de medula de dador voluntário, ou seja, fora do círculo familiar, regra geral de um irmão.

Manuel Abecasis, especialista em hematologia, ciência que estuda o sangue, confessa ao Correio da Manhã o seu agrado. "É devido ao aumento do número de dadores de medula óssea, que respondem às campanhas, que estamos a ter uma maior capacidade de resposta no tratamento e cura dos doentes com a forma mais grave da leucemia."

Segundo aquele especialista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, instituição que mais transplantes efectua no País, dois terços dos transplantes são feitos com dadores voluntários e apenas um terço dos casos envolve o transplante de um familiar próximo, normalmente um irmão, que tem maior compatibilidade genética.

Os doentes portugueses, porém, não recebem apenas transplante de cidadãos nacionais. Há um banco de dados internacional que implica troca de informação e a doação de medula para doentes em qualquer país, basta que seja encontrado um dador compatível. Pela primeira vez, no primeiro semestre de 2008 houve igual número de portugueses (22) que receberam transplante de dadores estrangeiros e doentes de fora que receberam medula de dadores portugueses.

TODOS OS ANOS SURGEM EM PORTUGAL 200 NOVOS DOENTES

Todos os anos surgem em Portugal entre cem a duzentos novos doentes de leucemia – numa taxa de prevalência de um a dois doentes por cada cem mil pessoas –, uma doença oncológica que não escolhe idades, afectando tanto pessoas adultas quanto crianças. Nem todos os doentes têm indicação clínica para realizar um transplante.
Apenas metade dos doentesé candidato a receber células de um dador, sendo muito difícil encontrar alguém que seja geneticamente compatível com outra pessoa, no caso o doente. Não são candidatos a transplante de medula óssea os doentes com mais de sessenta anos porque, segundo o hematologista Manuel Abecasis, "não têm condições físicas para suportar o tratamento". Este ano, 22 doentes e dadores portugueses receberam e doaram medula para países como a Espanha, a Itália, o Reino Unido, Holanda, Estados Unidos e Argentina, entre outros."
Artigo original em Correio da Manhã

A dor não é um sintoma da artrite, a dor causa atrite

"A dor é mais do que um sintoma da osteoartrite, ela é uma parte inerente e danosa da própria doença, segundo um estudo publicado na revista científica Arthritis and Rheumatism.

O estudo revela que os sinais de dores que se originam nas juntas artríticas, e o processamento bioquímico desses sinais quando eles chegam à medula espinhal, fazem com que artrite piore e se expanda.

Além disso, os pesquisadores descobriram que rotas nervosas levando os sinais de dor transferem inflamações das juntas artríticas para a medula e deixa-as retornar, causando a doença nas duas pontas.

Como surge a dor?

Tecnicamente, a dor é um reconhecimento consciente de desconforto que o paciente apresenta. Antes que isso aconteça, porém, a informação deve ser levada ao longo das rotas de células nervosas de, digamos, um joelho machucado, para os centros de processamento da dor nos cornos dorsais da medula espinhal, um processo chamado nocicepção.

O novo estudo dá fortes evidências de que essa interferência nociceptiva de duas vias pode permitir que as juntas artríticas transmitam inflamações para a medula espinhal e para o cérebro, e então se alastrar através do sistema nervoso central de um ponto para o outro.

Juntas artríticas

Além disso, se as juntas artríticas podem causar neuroinflamações, elas podem ter um papel em doenças como o Mal de Alzheimer, demência e esclerose múltipla. Armados com seus resultados, os pesquisadores identificaram alvos potenciais para medicamentos que poderão interferir com os receptores inflamatórios nas células nervosas sensoriais, uma nova forma de tratamento da osteoartrite.

A forma mais comum de artrite, a osteoartrite eventualmente pode levar à deformidade e dores muito fortes à medida que os pacientes perdem o amortecimento protetor entre os ossos em juntas que suportam peso, como joelhos e quadris."
Artigo Original em Diário da Saúde

Nasceu bebé geneticamente seleccionado para salvar irmão

"Nasceu em Espanha o primeiro bebé geneticamente seleccionado para curar o irmão que sofre de uma anemia muito grave – Beta Talassemia Maior. Javier, assim se chama o recém-nascido, é a última esperança para a cura de Andrés, de 6 anos.

Andrés sofre da mais grave forma de anemia congénita e a sua vida tem estado dependente, até agora, de constantes transfusões de sangue que originam a acumulação de ferro no coração. Uma situação que, na maioria dos casos, leva à morte.
Para tratar a Beta Talassemia Maior é necessário realizar um transplante de medula com elevados níveis de compatibilidade.
Durante o nascimento do bebé os médicos envolvidos no procedimento recolheram o sangue do cordão umbilical para nas próximas semanas realizar o transplante de medula óssea.
As probabilidades de tratamento do jovem Andrés são elevadas.
Onde entra a necessidade de modificação genética?
Uma vez que se trata de uma doença hereditária, era necessário ter a certeza que o bebé que ia nascer não sofria do mesmo problema.
Depois de aprovado pela Comissão Nacional de Reprodução Assistida espanhola, os médicos utilizaram uma técnica que permite certificar a saúde do embrião antes de o transferir para o útero materno.
O método não só permitiu a concepção de um bebé sem a enfermidade como também um dador totalmente compatível com o doente.
Trata-se do primeiro caso realizado integralmente em Espanha. Tanto os médicos como os pais estão esperançados que a segunda parte do processo vai correr bem e que Andrés vai superar este momento."
Artigo original em Notícias.RTP.pt

Nova descoberta abre as portas ao tratamento específico do herpes

"Investigadores portugueses descobriram que o grau de severidade de uma infecção provocada por um vírus herpes depende de uma pequena região proteica viral que é reconhecida especificamente pelo sistema imunitário dos indivíduos infectados.

"Os resultados têm relevância médica porque, ao indentificar-se a região viral reconhecida pelas células T do sistema imunitário dos indivíduos infectados, é possível adaptar o tratamento caso a caso", garantiu João Pedro Simas, principal autor do estudo.
O trabalho, realizado na Unidade de Patogénese Viral do Instituto de Medicina Molecular (IMI) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, pode ser lido a partir de hoje na edição online da revista norte-americana PLoS Pathogens.
Embora feita num modelo animal, neste caso em ratinhos, a investigação "constitui uma importante prova de conceito para a sua possível aplicação em seres humanos". O que o trabalho tem de inédito "é ter descoberto que a carga viral presente nos indivíduos infectados está dependente da forma como cada indivíduo reconhece uma pequena região proteica do vírus", explicou o investigador. É que, apesar dessa região influenciar de forma determinante a carga viral dos indivíduos infectados, é reconhecida de forma diferente de pessoa para pessoa.
"Há pessoas que vêem essa porção do vírus de forma mais eficiente e por isso têm uma carga viral mais baixa, enquanto outras a vêem pior e consequentemente a sua carga viral é mais elevada" - afirmou João Pedro Simas, que se doutorou em Patogénese Viral na Universidade de Cambridge (1994), no Reino Unido, e fez pós-doutoramento na mesma área."
Artigo original em Ciência Hoje

Posso dar Sangue?

Posso dar Sangue?

Pode dar sangue se tiver bom estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é aos 60 anos.
Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes/ano) e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes/ano) sem qualquer prejuízo para si próprios. Uma unidade de sangue total representa aproximadamente 450ml. Cada pessoa tem em circulação 5 a 6 litros de sangue, dependendo da sua superfície corporal. O sangue doado é rapidamente reposto pelo nosso organismo. Não há qualquer possibilidade de contrair doenças através da dádiva de sangue, pois todo o material utilizado é estéril e descartável e usado uma única vez.
Para sua segurança não dê sangue se:
- alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
- teve contactos sexuais a troco de dinheiro ou drogas;
- sendo homem ou mulher, teve contactos sexuais com múltiplos(as) parceiros(as).
Se foi parceiro sexual de:
- qualquer dos grupos anteriores;
- seropositivo para o Vírus de Imunodeficiência Humana – VIH;
- portador crónico do Vírus da Hepatite B e Hepatite C – VHB, VHC.
E, ainda se:
- tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jakob e variante – DCJ, vDCJ;
- fez tratamento com hormona de crescimento, pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
- fez transplante de córnea ou dura-máter;
- fez transfusão;
- tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou Hipertensão grave;
- teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;- teve parto nos últimos 12 meses;
- foi operado nos últimos 6 meses;
- fez endoscopia nos últimos 6 meses;
- fez tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses;
- teve um novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses.

Porquê dar Sangue?

Porquê dar Sangue?

Como é do seu conhecimento, o sangue não se fabrica artificialmente e só o Ser Humano o pode doar. Como tal, o sangue existente nos serviços de sangue dos hospitais depende diariamente de todos os que decidem dar sangue, de forma benévola e regular, partilhando um pouco da sua saúde com quem a perdeu. Todos os dias existem doentes com anemia, doentes que vão ser submetidos a cirurgias, doentes acidentados com hemorragias, doentes oncológicos que fazem tratamento com quimioterapia, doentes transplantados e muitos outros que necessitam de fazer tratamento com componentes sanguíneos. Enquanto que um doente com anemia pode necessitar de 1 ou 2 unidades de sangue, um doente com transplante de fígado ou um doente com leucemia pode necessitar de um número bastante elevado de componentes sanguíneos.

Dador de Medula Óssea

1 – QUAIS AS RAZÕES PARA SER DADOR?

A transplantação de medula óssea ou de células hematopoiéticas pluripotenciais é uma terapêutica, que permite muitas vezes a cura de doenças graves e que podem ser frequentemente mortais. Entre estas encontram-se as Leucemias Agudas, mas também os Linfomas, as Aplasias Medulares e outras. Essa possibilidade de cura assenta em primeiro lugar na compatibilidade entre o dador e o doente que a vai receber. Os dadores preferenciais são os familiares, mas sendo as famílias cada vez menores, é difícil encontrar dadores compatíveis. Se a base de dados for muito grande é mais provável encontrar um dador. É por isso que as bases de dados são internacionais. Contudo é mais vantajoso em termos práticos e económico que o dador seja nacional.

2 – QUAL A MOTIVAÇÃO PARA SE SER DADOR?

Tal como acontece na dádiva de sangue, a única recompensa que se obtém é a da satisfação de ter sido útil para outro ser humano, que necessitava de ajuda. A sensação de ter contribuído positivamente para a sociedade é, para muitas pessoas, recompensa suficiente. Ao juntar-se ao grupo dos dadores sabe que está a associar-se a pessoas que fariam o mesmo por si.

3 - QUEM PODE SER DADOR?

As pessoas com idade compreendida entre os 18 e os 45 anos, saudáveis e que tenham vontade de ser dadores voluntários de medula, basta que contactem o CEDACE ou qualquer um dos Centros de Dadores.

Ao registar-se para ser dador, não significa que venha a ser necessária a sua colaboração. Contudo, ao oferecer-se, isso implica um comprometimento. Este não deve ser um acto irreflectido. Se mais tarde, quando for necessária a sua colaboração, pensa que vai recusar, não deve inscrever-se. Os exames iniciais consistem apenas na recolha de sangue, mas as análises são caras. Por outro lado vai criar expectativas que não devem ser goradas.

Após a sua identificação receberá um folheto informativo do processo e um pequeno questionário clínico que deverá preencher e devolver. Esse questionário será avaliado por um médico. Caso não haja nenhuma contra-indicação será chamado para fazer análises que especificamente são as seguintes: Tipagem HLA-AB DR e Marcadores virais (HbsAg, Anti-HCV, Anti-HIV 1, 2).
Estes dados são confidenciais e serão guardados numa base informática nacional e internacional. Serão usados sempre que um doente nacional ou internacional seja proposto para transplantação de medula óssea.

4 - HÁ RISCOS EM SER DADOR?

Embora nenhuma atitude médica seja isenta de riscos, raramente há problemas com os dadores. O organismo humano está preparado para produzir nova células para substituir as que foram retiradas e em cerca de quatro a seis semanas terá voltado ao estado inicial. Na colheita de células progenitoras hematopoiéticas do sangue periférico, a administração de factores de crescimento granulocitário (FCG), nos 5 dias que precedem a dádiva, pode provocar dores no corpo, cansaço, dores de cabeça, numa sensação semelhante à de um síndrome gripal. No entanto após a suspensão do medicamento tudo volta ao normal. Essa colheita vai implicar algumas horas de imobilização, com veia puncionada, pelo que terá de ser paciente.

Quanto aos dadores de medula necessitam de fazer uma anestesia geral para colheita de medula na crista ilíaca. Nos dias que seguem a colheita é natural que sintam dor ou sensação desagradável no local da colheita, bem como cansaço e algum desconforto na marcha. No máximo ao fim de uma semana estes sintomas terão melhorado e ao fim de três semanas terão desaparecido.

Antes da colheita todos os dadores terão um exame médico completo de modo a avaliar se estão em boas condições de saúde e que não correm riscos.

5 - EXISTEM CONTRA-INDICAÇÕES PARA SER DADOR?

Sim. Se tiver uma idade avançada ou se seu estado de saúde não o permitir, se tiver doenças contagiosas ou outras, que serão avaliadas pelo médico do registo de dadores, apesar da sua boa vontade, a sua oferta não poderá ser aceite. Doenças autoimunes, cardíacas, renais e hepáticas contra-indicam igualmente a doação. Seja correcto nas informações que fornece.

6 - POSSO MAIS TARDE RECUSAR?

Se pensa em inscrever-se apenas para um dador específico, deve saber que as possibilidades de tal acontecer são diminutas e que a sua dádiva deve ser administrada a quem precisa dela, tal como acontece com o sangue. Ao inscrever-se está a comprometer-se a dar as suas células a um doente em que seja encontrada compatibilidade e esse pode ser um doente no estrangeiro, uma vez que a base de dados é internacional.

Tratando-se de um acto voluntário não poderá ser obrigado mais tarde a ser dador. Caso não o deseje não terá qualquer tipo de penalização. Contudo essa sua decisão pode ser prejudicial a um doente que necessite de si, pelo que deve pensar seriamente neste assunto antes de tomar uma decisão.

Se mudou de ideias ou se as suas condições físicas ou psíquicas deixaram de ser as mesmas e não pode ou não deseja ser dador, deve informar o CEDACE o mais precocemente possível.

7 - É FÁCIL ARRANJAR UM DADOR?

A pesquisa de um dador compatível orienta-se primeiro para os irmãos do doente. Hoje em dia as famílias numerosas são cada vez mais raras e além disso apenas 1 doente em cada 4 encontra um dador idêntico entre os irmãos, isto é, que tenha herdado as mesmas características tecidulares paternas e maternas.

Se o doente não tiver um dador familiar compatível é iniciada uma pesquisa aos registos de dadores. Assim que é identificado um potencial dador compatível, este é informado e, caso aceite, vai prosseguir o processo.
A principal exigência para o sucesso da transplantação de medula é a compatibilidade tecidular entre dador e receptor. Assim, é preciso transplantar o doente com uma medula óssea tão idêntica quanto possível no que respeita aos marcadores ou antigénios HLA (antigénios de leucócitos humanos).

Após ter sido encontrado um dador idêntico, este vai ser chamado para fazer testes adicionais de compatibilidade, bem como uma nova avaliação para doenças virais que possa ter tido no espaço de tempo entre a inscrição e a chamada. É este o passo que se chama a activação do dador.

Se a avaliação de todos os resultados laboratoriais continuar a considerar o potencial dador como o mais indicado, este vai ser submetido a um exame médico completo. Nesse momento pode ainda esclarecer quaisquer dúvidas que tenha sobre o processo de dádiva.Nesta fase o dador deve estar absolutamente certo da sua decisão de fazer a doação e é-lhe então pedido para assinar um impresso de consentimento informado. A partir desse momento o doente começará a fazer a preparação para a dádiva de células da medula.

8 – O QUE ACONTECE ÀS MINHAS CÉLULAS?

As células da medula podem ser criopreservadas, ou seja, congeladas por longos períodos, sem que sofram lesões. Para isso usa-se azoto líquido que permite congelar a um ponto muito frio e que possibilita a conservação durante anos. Isto é sempre necessário nas situações de autotransplante em que as células são colhidas antecipadamente. Também nos casos de transplante alogénico de sangue do cordão este é congelado.No caso dos alotransplantes é preferível usar células frescas para evitar que haja perdas no número de células. As células recolhidas são administradas ao doente numa forma semelhante a uma transfusão de sangue.

9 - SABIA QUE, ALÉM DAS LEUCEMIAS, HÁ OUTRAS DOENÇAS EM QUE A TRANSPLANTAÇÃO DE MEDULA É NECESSÁRIA?

A medula é também aplicada no tratamento de outras doenças do sangue e do sistema imunitário. A lista destas doenças inclui, entre outras, casos de linfoma, de anemia aplástica, de talassémia grave, de deficiências imunológicas congénitas e algumas doenças metabólicas causadas pela falta de enzimas produzidos por células que são originárias da medula óssea.

10 – QUEM CONTACTAR PARA SER DADOR?

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO CENTRO:Praceta Prof. Mota Pinto – Apartado 90413001 – 301 CoimbraTelefone: 239 480 700 Fax: 239 480 790

CEDACE - CENTRO NACIONAL DE DADORES DE CÉLULAS DE MEDULA ÓSSEA, ESTAMINAIS OU DE SANGUE DO CORDÃO. Hospital Pulido Valente, Alameda das Linhas Torres, 1171769-001 LisboaTel. 21 750 4152 Fax. 21 750 4176Se desejar pode consultar o site http://www.chsul.pt/

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SUL: Alameda das Linhas de Torres, nº1171769 -001 LisboaTelefone: 217 504 100 Fax: 217 504 101

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO NORTE: Pavilhão “Maria Fernanda”Rua Roberto Frias4200 -467 PortoTelefone: 225 573 470 Fax: 225 501 100

Leucemia

1- O QUE É A LEUCEMIA AGUDA (LA)?

A palavra “leucemia” vem do grego e é composta por «leuco» que significa branco e «heme» que significa sangue. Isto deve-se a que primitivamente se constatou que o sangue que tinha muitos glóbulos brancos, quando repousava num tubo, ficava com uma camada branca.

Existem dois grupos de leucemias: as agudas e as crónicas. Cada um destes tem vários subtipos. Neste prospecto falaremos apenas da Leucemia Aguda (LA).

A LA é uma doença maligna da medula em que células mais jovens se acumulam na medula óssea, que é o seu local de produção, sem que amadureçam normalmente. Esta acumulação de células jovens impede o crescimento das outras células normais, que são os eritrócitos ou glóbulos vermelhos, os leucócitos ou glóbulos brancos e as plaquetas. Assim, a diminuição dos glóbulos vermelhos vai manifestar-se por anemia, a dos glóbulos brancos por infecções (são estes que nos defendem das infecções) e a baixa das plaquetas vai manifestar-se por hemorragias, uma vez que estas são indispensáveis no processo da coagulação.

Não existe um único tipo de Leucemia Aguda, mas vários. Fundamentalmente existem dois grandes grupos: A Leucemia Mieloblástica Aguda (LMA) e a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA). Cada uma destas tem vários subtipos, do que resulta que existem mais de uma dúzia de formas de apresentação da Leucemia Aguda.

A mais frequente é a Leucemia Mieloblástica Aguda, que é mais habitual no adulto, enquanto a Linfoblástica Aguda é mais frequente nas crianças e jovens.

A Leucemia Aguda, como o nome indica, aparece subitamente e a sua evolução é muito rápida e mortal, se não for tratada. É portanto muito importante que o diagnóstico seja feito rapidamente e iniciado o tratamento precocemente. Este consiste inicialmente em quimioterapia. Os tratamentos são diferentes, de acordo com a doença. Nem todos os doentes necessitam de transplante de medula, ficando alguns doentes curados apenas com quimioterapia.

2- A LEUCEMIA AGUDA PODE SER EVITADA?

Têm sido identificados alguns factores, como a exposição a radiações, em que a percentagem de doentes com leucemia aumenta, como aconteceu em Hiroshima ou em Chernobyl. Contudo, na maior parte dos casos, não é possível identificar uma causa. O que é claro é que a Leucemia Aguda não é uma doença contagiosa. Embora se tenha provado uma relação entre vírus e leucemias em animais de laboratório, isso nunca foi provado nos humanos.Quando se recomenda que as pessoas com LA, em tratamento, não recebam muitas visitas, o que se pretende é evitar contágios de doenças transmitidas pelas chamadas pessoas saudáveis. Nesta fase os doentes estão mais vulneráveis a infecções.

3- LEUCEMIA: QUAIS OS SINTOMAS DE ALERTA?

Como todas as células do sangue, as células da leucemia percorrem todo o corpo. Dependendo do número de células tumorais, e do local onde estas células se depositam, uma pessoa com leucemia pode apresentar sintomas variados.Os sintomas comuns de leucemia, incluem:
Febre e suores nocturnos.

Infecções frequentes.

Sensação de fraqueza ou cansaço.

Dor de cabeça.

Sangrar e fazer nódoas negras (hematomas) facilmente: gengivas que sangram, manchas arroxeadas na pele, ou pequenas pintas vermelhas sob a pele.

Dor nos ossos e articulações.

Inchaço ou desconforto no abdómen (em consequência do aumento do baço).

Gânglios inchados, especialmente os do pescoço e das axilas.

Perda de peso.

Estes sintomas não são necessariamente sinónimos de leucemia. Uma infecção, ou qualquer outro problema, também pode causar estes sintomas. Se apresenta estes sintomas, deve consultar o médico, logo que possível. Só o médico pode diagnosticar e tratar o problema.Nas fases iniciais da leucemia crónica, as células tumorais funcionam quase normalmente. Os sintomas podem não aparecer, durante muito tempo. Muitas vezes, o médico descobre a leucemia crónica durante um exame de rotina, isto é, antes de existirem quaisquer sintomas. Quando surgem os sintomas, estes são geralmente ligeiros, no início, e vão piorando, gradualmente.Na leucemia aguda, os sintomas surgem e pioram rapidamente. A pessoa vai ao médico porque se sente doente. Outros sintomas da leucemia aguda são vómitos, confusão, perda do controlo muscular e convulsões. As células tumorais podem, ainda, depositar-se nos testículos, provocando inchaço. Algumas pessoas também desenvolvem feridas nos olhos ou na pele. A leucemia também pode afectar o aparelho digestivo, os rins, os pulmões ou outras partes do corpo.Fonte: www.infocancro.com

4– COMO É TRATADA A LEUCEMIA AGUDA?

A Leucemia Aguda é uma doença potencialmente curável. O tratamento inicial consiste em quimioterapia, pretendendo-se nessa fase que o doente obtenha uma Remissão Completa, isto é, o desaparecimento das células jovens que invadiram a medula óssea e a normalização das análises. Posteriormente há que continuar os tratamentos de forma a consolidar essa remissão e a evitar que a doença recaia, isto é, surja novamente. Esses tratamentos de consolidação consistem em novos ciclos de quimioterapia. No total são vários os meses de tratamento em que o doente não estará em condições de retomar a sua actividade.Alguns doentes ficam curados só com a quimioterapia. Por vezes, habitualmente na recaída e após ter obtido nova remissão é necessário realizar um transplante de medula ou de células jovens hematopoiéticas pluripotenciais, que são as que vão dar origem a todas as outras.

5- QUEM TRATA LEUCEMIAS AGUDAS?

As Leucemias Agudas são tratadas por Hematologistas, que são médicos que se dedicam ao diagnóstico e tratamento das doenças do sangue. Um grupo destes hematologistas dedica-se apenas a tratar os doentes que necessitam de transplantação.

6– O QUE ESPERAR DURANTE O INTERNAMENTO?

O internamento, tanto no início para o tratamento das Leucemias Agudas com quimioterapia, como o internamento para Transplante é um internamento prolongado que pode durar um mês ou mais. Nas situações de autotransplante, isto é, quando o doente recebe a sua própria medula, o internamento pode ser mais curto. Tudo depende da evolução e do aparecimento ou não de infecções ou outras complicações.

De um modo geral os tratamentos não variam muito de serviço para serviço. Em comum, e porque isso preocupa as pessoas, todos provocam a queda do cabelo, a chamada alopecia. No entanto, esse aspecto é transitório e cerca de três meses após a suspensão dos tratamentos surge já a primeira cabeleira, ainda fina e sedosa, mas que posteriormente irá tomar um aspecto normal.

Estes períodos são momentos difíceis para o doente, uma vez que vai ficar fragilizado, especialmente quando necessitar de estar isolado. É importante que a família e os amigos dêem o seu apoio nesta fase. Este apoio deve ser adequado ao desejo e necessidades do doente, mas por vezes um simples telefonema pode ajudar a levantar o ânimo.

7– O QUE É UM TRANSPLANTE?

O transplante de medula ou de células pluripotenciais hematopoiéticas do sangue periférico, é um processo que permite administrar dose mais altas de quimioterapia, aumentando as percentagens de cura completa da Leucemia. Na prática traduz-se pela infusão, semelhante a uma transfusão de sangue, de células progenitoras, extraídas da medula no primeiro caso, ou do sangue periférico no segundo Como já dissemos, não têm indicação em todos os casos. Antes de receber essas células há que fazer quimioterapia com altas doses ou eventualmente radioterapia, para destruir as células malignas. Só depois o doente fica em condições de receber essas células transplantadas, de forma a produzir células sanguíneas saudáveis.

Os transplantes têm riscos, podendo surgir sérias complicações, mas para alguns doentes é a única possibilidade de obterem um remissão duradoura.

8– QUAIS OS TIPOS DE TRANSPLANTE?

As células usadas podem ser do próprio, o chamado autotransplante ou transplante autólogo ou de um dador, sendo então designado alotransplante ou transplante alogénico (“alo” vem do grego «állos» e significa outro).Os autotransplantes são feitos quando os doentes estão em remissão, ou seja, quando não têm células malignas na medula. Nos alotransplantes as células utilizadas são de familiares próximos, geralmente irmã ou irmão. Quando não existem, ou não são compatíveis, é necessário procurar um dador. É por isso que é necessário ter dadores para administrar essas células em casos de não remissão ou de incompatibilidade familiar.

A - MEDULAA chamada transplantação de medula, consiste na administração de células hematopoiéticas pluripotenciais, colhidas da medula. Após a sua administração, estas células vão depois para a medula do receptor de modo a criarem novas células da série sanguínea saudáveis. Quanto mais o dador for compatível com o receptor (o doente) tanto mais aumentam as probabilidades de sucesso da transplantação.

B - CÉLULAS PLURIPOTENCIAIS DO SANGUENormalmente as células pluripotenciais estão na medula óssea, enquanto que em circulação existe uma quantidade limitada. É contudo possível estimular o desenvolvimento dessas células e a sua libertação para o sangue, usando estimulação com factores de crescimento granulocitários. Segue-se depois a aférese ou recolha e separação dessas células. Estas são em seguida congeladas até serem necessárias.Presentemente são as células pluripotenciais do sangue periférico que são mais utilizadas na transplantação,

C - CÉLULAS DO CORDÃO UMBILICAL: Pode-se obter sangue do cordão umbilical e da placenta de um recém-nascido, por decisão dos pais. Este sangue tem uma alta percentagem de células hematopoiéticas pluripotenciais e pode ser armazenado para posterior transplante, em casos de leucemia, linfomas e outros. Tal como nos outros casos, podem ser usados em familiares ou noutros doentes compatíveis.

9- QUAIS OS CUIDADOS ALIMENTARES A TER?

Uma dieta neutropénica tem como objectivo reduzir significativamente o número de bactérias e outros microorganismos que poderão ser encontrados em alguns alimentos e assim proteger o doente de possíveis infecções.É recomendada, sempre que um doente apresenta o sistema imunitário enfraquecido como consequência da própria doença ou após certos regimes de quimioterapia e que condicionam uma diminuição do número absoluto de Neutrófilos para valores inferiores a 500 por mm3 (0,5 G/L).Doentes que foram sujeitos a transplante autólogo de células progenitoras hematopoiéticas (auto transplante de medula óssea), seguem normalmente este tipo de dieta, quer durante a quimioterapia pré-transplante quer durante os 3 meses ou mais após o tratamento citostático. Os doentes submetidos a alotransplante muitas vezes terão que seguir as recomendações da dieta neutropénica durante mais tempo até que os medicamentos imunossupressores possam ser reduzidos/suspensos.Existem ainda, casos especiais em que a alimentação passa por um processo de esterilização para garantir a destruição de qualquer gérmen que possa ter contaminado os alimentos durante ou após a sua preparação.Deverá sempre esclarecer as suas dúvidas com a equipa médica que o/a segue regularmente.

10- QUE PRINCÍPIOS A OBSERVAR COM A DIETA?

Evitar todos os vegetais e frutos não cozinhados. Sumos pasteurizados, fruta enlatada e vegetais cozidos são permitidos;

Não é permitida a ingestão de carne, peixe ou ovos cozinhados de forma incompleta (“mal-passados”). Os ovos deverão ser completamente cozidos/fritos desaconselhando-se a ingestão da gema crua;

Evitar nozes e outros frutos secos não cozinhados. Não está contra-indicado o seu consumo em alimentos já cozinhados (bolos por exemplo);

Todos os lacticínios terão obrigatoriamente que ter sido previamente pasteurizados;

Não ingerir iogurtes e derivados com microorganismos vivos (iogurtes bio-activos) e todo o tipo de bolos com creme;

Evitar a ingestão de alimentos em locais onde não se tem a certeza absoluta do seu correcto manuseamento/cozedura;

Ingerir água engarrafada; caso a água provenha de poços, deverá fervê-la previamente durante 1 minuto.

11- COMO PREPARAR OS ALIMENTOS PARA DOENTES NEUTROPÉNICOS?

Lavar sempre bem as mãos antes e depois de manusear alimentos;

Lavar todos os utensílios/superfícies que interagem com os alimentos com muita atenção;

Após preparação de carne ou peixe lavar a superfície com uma mistura contendo uma parte de lixívia em nove partes de água;

Quando estiver a preparar os alimentos deve mantê-los afastados dos cabelos, da boca e do nariz. Remover, se possível, os anéis das mãos;

Lavar a loiça com água quente e detergente e posteriormente deixá-la secar ao ar (não usar pano) ou então lavada e seca na máquina lava-loiça num ciclo com água quente;

Lavar o frigorífico regularmente;

Após a abertura da embalagem de um alimento consumi-lo rapidamente. Deitar fora toda a comida que tenha mais de 2-3 dias;

Eliminar possíveis contactos entre comida cozinhada e crua;

Manter os alimentos frios sempre frios, os congelados sem descongelar e os quentes sem arrefecer;

Descongelar os alimentos no frigorífico.

12- ONDE POSSO PROCURAR APOIO?

APCL – ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA CONTRA A LEUCEMIAR. Prof. Carlos Alberto da Mota Pinto, 17 - 9ºEdifício Amoreiras Square1070-313 Lisboa Tel: +351 213 422 204/05 Telemóvel: +351 913 461 547 Fax: 21 342 2206
E-mail: apc.leucemia@mail.telepac.pt
Site: www.apcl.pt

13- QUE TIPOS DE APOIOS PODE UM DOENTE COM LEUCEMIA ENCONTRAR?

Logo após o diagnóstico e antes do internamento hospitalar convém agendar uma reunião com a Assistente Social da unidade de saúde, que poderá esclarecer sobre o conjunto de “benefícios” definidos pelo estado.Isenções Fiscais – IRS, Imposto de Circulação Automóvel, …Banca – Bonificações nas taxas dos empréstimos bancários (habitação,…)Saúde – Isenção das taxas moderadoras; pagamento de transporte para os tratamentos ou consultas médicas, fornecimento gratuito de alguns medicamentos.Se é beneficiário da Segurança Social: Atribuição do Subsídio de Doença; Abonos especiais para os pais das crianças e jovens transplantadas; Pensão por Invalidez e Complemento por Dependência.Se não é beneficiário da segurança social e não tem rendimentos: Rendimento Mínimo Garantido/ Rendimento de Inserção Social; Pensão Social por Invalidez e Complemento por Dependência.

Cientistas criam teste de sangue que detecta Síndrome de Down

"Cientistas afirmam ter desenvolvido um exame pré-natal que detecta a Síndrome de Down bem mais seguro e menos invasivo do que os testes habituais.

O teste mais convencional em uso, o da amniocentese, que consiste no uso de uma agulha para retirar líquido do útero, pode causar abortos e danos ao feto.

Com o novo teste, cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos,conseguiram identificar, com sucesso, vários casos de síndrome de Down, segundo um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

O teste consiste em uma análise genética de uma amostra do sangue da mãe. Ele pode detectar a presença de cópias extras do cromossomo 21.

A Síndrome de Down é causada quando a pessoa possui uma cópia extra do cromossomo - condição genética conhecida como trissomia do 21.

De acordo com os cientistas, se um feto possui três cópias do cromossomo, ao invés de apenas as duas normais, haverá também um aumento na quantidade de cromossomos 21 no sangue da mãe, já que o DNA consegue atravessar a placenta do bebê para o corpo da mãe.

Segundo a pesquisa, o exame de sangue desenvolvido em Stanford é capaz de identificar e contar os fragmentos de DNA e é sensível o bastante para detectar até um pequeno aumento no número de cromossomos 21.

Pesquisa

Para realizar o estudo, os cientistas testaram o exame em 18 mulheres grávidas e identificaram com sucesso nove casos de Síndrome de Down entre as participantes e dois casos de outras anomalias genéticas conhecidas como aneuploidias, definidas por uma perda ou ganho de material genético.

Stephen Quake, que coordenou o estudo, afirma que será necessário repetir os exames em um número maior de mulheres.

Ele explica que está confiante de que o novo exame de sangue poderá ser usado de forma rotineira em hospitais dentro de alguns anos.

Um dos modos mais comuns para diagnosticar se um bebê possui ou não a Síndrome de Down é a amniocentese, um método invasivo que consiste em introduzir uma agulha no útero para retirada de um líquido para análise genética.

Segundo informações do Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha, cerca de uma em cada 100 mulheres que realiza o teste acaba perdendo o bebê como resultado da prática invasiva.

Quake esclarece que "o exame não-invasivo será muito mais seguro que as práticas atuais".
Para Lyn Chitty, especialista em genética e medicina fetal da University College, em Londres, o exame é um "desenvolvimento interessante para a prática de métodos menos invasivos e mais seguros para detectar a Síndrome de Down".

Segundo ela, outros cientistas estão estudando marcas genéticas diferentes no sangue para detectar a Síndrome. No entanto, Chitty esclarece que esses testes, ao contrário do teste de DNA, não funcionam em todas as mulheres.

Carol Boys, diretora da Associação da Síndrome de Down, disse que não há dúvidas que métodos não-invasivos serão introduzidos nos próximos anos.

"É muito importante que os pais tenham informações precisas sobre a Síndrome antes que tomem a decisão de interromper ou não a gravidez", disse.

"Não consideramos a Síndrome de Down como uma razão para se terminar a gravidez, mas reconhecemos que criar uma criança com a Síndrome não é certo para todas as pessoas", afirmou.

"Quanto mais informados os pais estão, melhor posicionados eles estarão para tomar a decisão correta para sua família", conclui Boys."
Artigo original em: G1.Globo.com

Site de apoio ao combate da Leucemia aumenta visitantes

"O site "solidáriosateamedula.org" já conta com cerca de 265 mil visitantes. O site foi criado para apoiar a associação Portuguesa contra a Leucemia. O objectivo é o aumento de dadores benévolos de medula óssea.
A iniciativa promovida pelo grupo Lena, espera agora que o número de potenciais dadores possa ter mais expressão, por isso deixa o apelo a toda a população, sobretudo aos jovens. Ana Ferreira, do Grupo Lena diz que os objectivos desta campanha, passam também pelo esclarecimento das dúvidas mais frequentes da população.
A campanha solidários até à medula termina a 22 de Novembro, nesta data vão estar concentrados no quartel dos bombeiros municipais de Leiria, todos os inscritos que com o seu gesto benévolo se propõem salvar vidas.
Artigo original em: Rádio Clube

Vacina contra a gripe à venda a partir desta quarta-feira

"A Direcção-geral da Saúde vai lançar uma campanha de informação sobre a vacina contra a gripe, que começa a ser vendida esta quarta-feira, sob o lema: “Faça chuva ou faça sol, vacine-se a partir de Outubro e até ao final do Inverno».
Em declarações à TSF, o director-geral de Saúde, Francisco George, disse que até ao momento não existe qualquer alerta para um surto de gripe em Portugal, ainda que o vírus da gripe seja caracterizado por uma grande imprevisibilidade.

«Não há nenhum alerta especial no que respeita à actividade gripal que deverá terá lugar nos próximo meses, uma vez que, à semelhança do que acontece todos os anos, a Organização Mundial de Saúde deu indicações, em Fevereiro, à indústria farmacêutica para produzir vacinas» que contemplem as estirpes esperadas, afirmou.
Artigo original em TSF

Praxe transformada em solidariedade

"Um grupo de estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (FML) decidiu transformar a tradicional praxe aos novos alunos num acto de solidariedade no domínio do combate à leucemia, promovendo uma acção que vai decorrer esta quarta-feira à tarde, a partir das 16h00, junto ao Cais do Sodré.

A Comissão Organizadora da Recepção ao Caloiro da FML pretende com esta iniciativa inédita “sensibilizar a população para a angariação de dadores de medula óssea". "Há ainda alguns mitos sobre a doação de medula óssea, nomeadamente que se trata de um processo doloroso. Com esta acção pretendemos sensibilizar a população para a importância deste acto e angariar dadores", explicou um elemento da comissão.

A acção que vai decorrer no Cais do Sodré conta com o apoio da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (ACPL), do Centro Nacional de Dadores de Células e Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE) e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que vai disponibilizar o equipamento necessário, nomeadamente uma unidade móvel para colheita de amostras de sangue, efectuada pelos técnicos do CEDACE, a quem se disponibilizar a integrar o banco de dadores de medula óssea.

A falta de dadores de medula óssea é um dos grandes entraves à luta contra a leucemia. Desde 2002, ano em que surgiu a ACPL, o número de dadores passou dos 1.800 para mais de 132 mil, sendo que o objectivo desta organização é alcançar os 160 mil dadores até ao final do ano.
Artigo original em Correio da Manhã

Próxima Dádiva




IPO Lisboa - Pijamas - Quem tiver...



Quem sabe, pode ser que se encontre algum!São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO afazer tratamentos de quimioterapia. Após os tratamentos, os pijamas ficammuito sujos e gastam-se rapidamente.


Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *MovimentoPijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!


As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos,meias, robes e fatos de treino.


Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada umhá sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos efamiliares agasalhos que já não sirvam.


No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeitocom esta dádiva.Este ano vamos repetir a façanha, e se possível ultrapassar este número.


Se divulgarem já estão a ajudar!!!


Obrigado a todos!!!


A entrega deverá ser feita na Liga Portuguesa Contra o Cancro que fica dentro do Instituto Portugês de Oncologia

Pavilhão Lar Dos Doentes, 1º andar
Telf. - 217 26 40 99 ou 217 27 12 41

Horário - Seg. a Sexta das 09H ás 18H

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